O MPF (Ministério Público Federal) encaminhou nesta terça-feira, 21, denúncia contra Sérgio Cabral, um ex assessor Ary Filho, e Carlos Miranda, um operador de transações de crime de lavagem de dinheiro. Só na denúncia de hoje, o ex-governador do Rio é apontado pelo MPF como acusado em, pelo menos, 148 crimes de #Lavagem de dinheiro.

Com as denúncias anteriores, se as de hoje forem aceitas pela Justiça Federal, Cabral passará a responder por 332 crimes, todos de lavagem de dinheiro. A denúncia está sendo analisada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal. Sérgio Cabral já responde a 4 processos criminais na Justiça Federal do Rio de Janeiro e a um outro na Justiça Federal de Curitiba, processo este aos cuidados do juiz Sérgio Moro.

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O esquema

Conforme a denúncia dos procuradores de justiça, Sérgio Cabral, Ary Filho e Carlos Miranda teriam utilizado três maneiras diferentes para "lavar dinheiro". Ainda segundo os membros do MPF, este esquema teria ocorrido em pelo menos 148 momentos diferentes. De acordo com as investigações, seriam realizadas transferências bancárias de empresas para uma empresa de Carlos Miranda, a GRALC/LRG Agropecuária. Assim, se justificaria a prestação de serviços inexistentes. Também a denúncia aponta compra de veículos e imóveis relacionados ao esquema.

A prisão e as denúncias

O ex-governador Sérgio Cabral está preso desde o dia 17 de novembro do ano passado, quando foi detido por policiais federais na Operação Calicute, um braço da #Lava Jato. Na época, Cabral tinha contra si dois mandados de prisão preventiva, um expedido pela Justiça Federal do Rio de Janeiro e outro pela Justiça Federal do Paraná.

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Na ocasião, outras pessoas também foram presas.

Desde então, o "castelo de cartas" do ex-governador começou a desmoronar. Foram colocados à tona pelo MPF diversas denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, tendo Sérgio Cabral como um dos acusados principais. Segundo a denúncia de hoje, foram apresentadas provas de transações no valor de R$ 10,17 milhões, ocorridas em agosto de 2007 e setembro de 2015, além de ocultação de propriedade de pelo menos dois carros de luxo. #Sergio Cabral