As delações da empreiteira #Odebrecht estão deixando grandes parlamentares em "desespero". Partidos políticos estão combinando de ir até o gabinete do novo relator dos processos da operação Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O que os partidos pedem é o fim do sigilo das delações da empreiteira, esse "movimento" contra o "silêncio" conta com o Congresso e com o Planalto.

O presidente do PMDB, Romero Jucá, que é um dos alvos das delações premiadas, contou que seu partido, o #PSDB e o PSD, pretendem pedir ao ministro Fachin que ignore o sigilo das delações para que os políticos não levem "um tiro por dia", dessa forma diminuiria o impacto de notícias negativas para a sociedade.

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Os partidos visam impedir um "linchamento público" caso resquícios das delações vazem.

A ministra e presidente do STF, Cármen Lúcia, foi quem decidiu em manter em sigilo os depoimentos dos setenta e sete executivos e ex-executivos da Odebrecht. O presidente da República, Michel Temer, também defende o fim do silêncio. Temer já foi citado no final do ano passado por um lobista da Odebrecht, o presidente então, mandou um requerimento para o Ministério Público Federal pedindo que as informações fossem publicada para a imprensa. Segundo o presidente, "a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida".

Outro alvo das delações foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ele também quer o fim do sigilo e avaliou que as afirmações envolvendo ele em um esquema de fraude em uma obra, eram coisas "absurdas e falsas" da empreiteira Odebrecht.

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O STF só decidirá sobre o fim do sigilo caso a Procuradoria-Geral da República dê um parecer sobre o caso.

Romero Jucá quer ir além e fazer uma Lei que impeça que delações homologadas que envolvem agentes do setor público sejam analisadas em sigilo. Segundo Jucá, ele não quer "atrapalhar as investigações", mas quer evitar que a opinião pública condene os políticos. Ele enfatiza que quer combater "acusações sem contrapeso e sem transparência". #Corrupção