Nesta segunda-feira (13 de fevereiro), num pronunciamento de oito minutos fechado a perguntas, o presidente Michel Temer deixou claro que vai afastar provisoriamente qualquer ministro que vier a ser denunciado na Operação #Lava Jato. E salientou que o afastamento será definitivo se, no decorrer do processo, o ministro se tornar réu.

Ressaltando que não existem intenções do governo de interferir na Operação Lava Jato: “O governo não quer blindar ninguém e não vai blindar”, afirmou. Enquanto isso segue a lista dos acusados na Lava Jato com políticos ligados ao governo e aparentes tentativas (não declaradas) para poupá-los, fazendo dividir muitas opiniões sobre as reais posições e preocupações do governo ante a Operação e os nomes ligado a ela.

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Lava Jato em crescimento

Até o momento, o Supremo pouco fez de efetivo para punir os políticos que possuem o direito de lá serem julgados. Com exceção de Eduardo Cunha e de Delcídio do Amaral, praticamente os demais continuam atuando sem nada #Temer. Na real prática o que recebem são sessões e mais sessões no congresso ao invés de serem penalizados. De muitas maneiras a Máquina do Estado proporciona ambiente propício para os acusados retardarem a marcha das investigações. E o papel que juiz Sérgio Moro exerce em Curitiba não existe nas instancias superiores, limitando assim seu alcance em Brasília.

Até o momento é inegável que a estratégia de Moro surtiu efeito. Abre mão das prisões provisórias para surtir delações, grande repercussão na imprensa e pressão da opinião pública. Conseguiu delações de grandes empreiteiras e muitas prisões de figuras poderosas como a do Eduardo Cunha, João Santana, Sérgio Cabral, José Dirceu, Antônio Palocci e muito mais.

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Brindados pela Máquina Estatal

Os procuradores estão investigando se Michel Temer e aliados políticos estão ligados à rede de milionários desvios de fundos da Petrobras com fins de financiar campanhas eleitoreiras. O nome Temer muito foi citado nas delações premiadas por dezenas de altos executivos da Odebrecht. Como presidente, Temer não pode ser processado por supostos delitos cometidos antes de assumir o cargo, mas será difícil um escândalo não o complicar em vista que não é pequeno o número de colegas e pessoas próximas envolvidas.

A nomeação de Alexandre de Moraes como Ministro da Justiça para ocupar a vaga de Zavascki no STF é vista por muitos como falta de sutilidade em estratégia para obter vantagens. Assim também mal visto, a nomeação de Moreira Franco (também citado na Lava Jato) para ministro. Visto como manobra para afastar o colega do alcance das investigações. São muitas as atitudes que claramente vão contra aos aparentes posicionamentos de pronunciamentos de imparcialidade quanto à investigação Lava Jato. Atitudes deixam visíveis a insegurança entre os que operam em nossa Máquina Estatal, o que sinaliza que a Operação Lava Jato está evoluindo corretamente. #Sergio Moro