Aparentemente, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes será indicado por #Michel Temer para ocupar a vaga deixada por Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal. Segundo Vera Magalhães, colunista do Estado de S. Paulo, o presidente já teria inclusive comunicado sua decisão aos demais candidatos no domingo, 5 de fevereiro.

Moraes é extremamente próximo de Temer e sua atuação no Ministério da Justiça tem sido passível de críticas que se somam a seu histórico duvidoso. Como advogado, ele já trabalhou para Eduardo Cunha e para uma cooperativa de transportes associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

À frente da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, indicado por Geraldo Alckmin, apoiou a ação truculenta da polícia no combate às manifestações, autorizando a reintegração de posse de escolas ocupadas por alunos sem a devida autorização judicial.

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Foi criticado também por usar dados manipulados pela gestão Alckmin para "fabricar" uma queda na taxa de homicídios no estado: sem comunicar à população, o governo do estado simplesmente excluiu as mortes cometidas por PMs de folga ao reagir das estatísticas de homicídios dolosos. O governo foi responsável por omitir diversos outros números e a divulgá-los em partes, antecipando resultados positivos.

Chegou a ser cotado para disputar a prefeitura da cidade de São Paulo pelo PSDB e, durante o período, apegava-se a esses índices e dados oficiais deliberadamente "maquiados" para falar de seus feitos.

Recentemente, diante das rebeliões em presídios nas regiões norte e nordeste, fez declarações inconvenientes, ignorando as ligações entre os motins e os indícios de que ocorreriam desde o ano passado, tendo inclusive, negado auxílio ao governo de Roraima para conter a tensão entre os presos.

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A indicação de Alexandre de Moraes ao #STF acontece poucos dias depois de Michel Temer promover Wellington Moreira Franco a ministro da Secretaria-Geral da Presidência, o que lhe garante foro privilegiado. Antes de conceder o cargo, o presidente recriou o tal Ministério e ampliou seu alcance, uma vez que ele havia sido transformado em secretaria pelo próprio Temer no início de sua gestão. Moreira Franco é um grande aliado de Temer e foi citado 34 vezes nas delações de ex-executivos da Odebrecht. #Crise no Brasil