Uma revelação surpreendente, porém, ainda cheia de mistérios, começa a ser delineada, em entrevista à imprensa, de um químico, ex-sócio de acionista da empreiteira Camargo Corrêa. O que pode elevar a "temperatura" para um patamar ainda não atingido, é que a denúncia se refere à distribuição de propina, fruto de #Corrupção proveniente dos cofres públicos da #Petrobras e dirigida ao ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Trata-se de Davincci Lourenço. Ele era químico e ex-sócio de Fernando de Arruda Botelho, empreiteiro acionista da Camargo Corrêa, morto em um acidente aéreo ocorrido há cinco anos. Lourenço fez uma série de revelações que podem comprometer ainda mais a situação do ex-presidente Lula, já réu na Operação Lava-Jato, que é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Davincci Lourenço revelou que entre 2011 e 2012, participou ativamente de reuniões com a cúpula da empreiteira Camargo Corrêa, inclusive através da realização de "missões especiais".

Mala de dinheiro

O químico, sem formação superior, angariou respeito dentro da construtora presidida por Dalton Avancini. Lourenço, à época, fora designado a realizar uma "tarefa delicada". Ele fora encarregado de assumir em nome de acionistas da empreiteira e teria que se dispor a "levar uma mala de dólares" direcionada ao ex-presidente Lula. O fato é que trata-se da primeira vez que uma testemunha que fazia parte dos quadros da empreiteira Camargo Corrêa, afirma ter sido "ponte" para envio de propina ao ex-presidente da República. Embora ele não pudesse precisar os valores contidos na mala, o mesmo afirmou que em 2012, o dinheiro foi entregue no hangar da construtora na cidade de São Carlos (SP).

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Um funcionário chamado William Steinmeyer recebeu o dinheiro e coube a ele fazer o repasse ao petista. Lourenço foi aida mais longe ao revelar que dias após, Lula foi buscar sua encomenda, acompanhado de um segurança. Nas palavras de Lourenço, "o ex-presidente ficou de fornecer ajuda para que um contrato fosse fechado com a Petrobras. Algo em torno de R$ 100 milhões", ressaltou. Outro trecho bombástico da denúncia de Davincci Lourenço, refere-se ao acidente aéreo que vitimou fatalmente o empreiteiro Fernando Botelho, em abril de 2012. Segundo Lourenço, o empresário teria sido, na verdade, assassinado, numa "trama" em que o avião teria sido "sabotado" pelo brigadeiro Edgar de Oliveira Júnior, segundo afirmação da testemunha denunciante. A testemunha afirmou que na manhã do trágico acidente, o empreiteiro, que mais tarde falecera no acidente, havia demitido o brigadeiro, "durante uma tensa reunião, com gritos e socos na mesa, tudo testemunhado por diretores da construtora", afirmou. Lourenço concluiu que "Fernando Botelho teria sido assassinado e o crime atribuído ao brigadeiro Edgar, ou seja o avião foi sabotado", disse.

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Ouça o áudio de um dos trechos das revelações de Davincci Lourenço: