A considerar o andar dos fatos, o mês de março tende a ser decisivo para o rumo da política brasileira. Logo na segunda semana, o Tribunal Superior Eleitoral (#TSE) deverá julgar a ação referente à chapa de #Dilma Rousseff e Michel #Temer nas eleições presidenciais de 2014. A candidatura, que derrotou a chapa do tucano Aécio Neves, é acusada de abuso de poder econômico e uso indevido de recursos na contratação de gráficas para confecção de material de campanha.

A expectativa dos advogados de defesa é que o julgamento ocorra já na segunda semana de março, já que os advogados acreditam que a fase de coleta de provas se encerrará logo após o período de carnaval.

Publicidade
Publicidade

Herman Benjamin, ministro relator da ação dentro do Tribunal, tem chamado a atenção pela maneira veloz como tem conduzido os trâmites do caso. A sentença, naturalmente, poderá representar a cassação da chapa vencedora.

Os depoimentos

Nesta segunda-feira, dia 20, por videoconferência, foram colhidos depoimentos de testemunhas ligadas à Redeseg e a Focal, duas gráficas vinculadas à campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer. As empresas receberam, respectivamente, R$ 6 milhões e R$ 20 milhões pelos serviços realizados, mas a suspeita é de que o trabalho feito seja incompatível com os valores apresentados.

Rodrigo e Rogério Zanardo, sócios da Redeseg, foram os primeiros a serem ouvidos. Na sequência, optaram por não conversar com os jornalistas. Caso diferente de Jonathan Bastos, motorista da Focal, que voltou a dar depoimento nesta segunda mesmo já tendo o feito no dia 8 de fevereiro.

Publicidade

Aos repórteres, ele salientou que as perguntas foram as "mesmas".

"As perguntas foram basicamente as mesmas. Queriam saber se a empresa tinha trabalho, se produziu alguma coisa, se não fez", disse.

Diferente do início do mês, em seu primeiro depoimento, dessa vez Jonathan é que pediu para falar. Ele acusou Carlos Cortegoso, empresário que responde pela Focal, de colocá-lo como "laranja" em outras companhias que pertencem ao mesmo grupo: Notícia Comunicação, Focal Point e CRLS.

Acusado pelo motorista Jonathan, Cortegoso foi o último a ser ouvido nesta segunda e manteve a postura em dizer que era, sim, responsável pela Focal, e que a empresa realizou todos os serviços solicitados pela chapa de Dilma e Temer.

Defesa

Tanto a defesa de Dilma Rousseff quanto a defesa do presidente Michel Temer criticaram o conteúdo dos depoimentos desta segunda-feira e entenderam que houve pouca contribuição para o processo. Gustavo Guedes, advogado de Temer, ressaltou que a relação entre Cortegoso e Jonathan é "estranha" ao processo.

Publicidade

"Esse episódio específico deve ser tratado na esfera criminal ou tributária”, frisou Guedes.

Já na avaliação de Flávio Caetano, advogado de Dlima, o "processo caminha para o final". Assim como Guedes, ele entendeu que as questões envolvendo Cortegoso e Jonathan são "laterais" ao processo que corre no TSE. No total, 42 pessoas já foram ouvidas na ação que investiga a chapa de Dilma e Temer, vitoriosa nas eleições presidenciais de 2014.