O deputado federal Jair Messias #bolsonaro se envolveu em mais uma polêmica nessa semana. Circula nas redes sociais um vídeo que mostra Bolsonaro discursando em uma instituição não identificada. Aparentemente após o discurso Jair Bolsonaro aceitou responder a perguntas da plateia. Entretanto, no que parecia ser a última pergunta de uma plateia majoritariamente favorável ao deputado, houve uma surpresa. Um adolescente franzino irritou o deputado ao fazer dois questionamentos inesperados. Primeiro ele perguntou a opinião de Bolsonaro sobre a ausência de negros na plateia que o apoiava, uma vez que, em sua opinião, a maior parte da população brasileira é formada por negros.

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A segunda pergunta foi ainda mais ferina. O adolescente - que não se identificou - perguntou o que Bolsonaro achava de ter sua imagem associada a uma instituição ligada às chacinas da Candelário e Vigário Geral. Bolsonaro reagiu muito mal às duas perguntas. Assista:

O deputado federal conseguiu controlar sua fúria por tempo suficiente para responder à primeira pergunta: "Agora você vai me ouvir. Por acaso tem alguma placa ali fora proibindo a entrada de negros?", pergunta o parlamentar. A plateia aplaude e responde que não. O garoto que fez a pergunta tenta complementar algo, mas é interrompido por Bolsonaro e por uma outra pessoa que sobe no palco e comenta algo em seu ouvido. O deputado então perde a compostura e grita com o menino. "Não, não. Você já fez sua pergunta, agora tu cala tua boca", grita Bolsonaro colocando o dedo indicador no rosto do rapaz.

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O parlamentar fica tão exaltado que outras pessoas sobem ao palco e o afastam do adolescente, enquanto a plateia comemora o ataque. "Mito, mito, mito", grita o público.

Reação nas redes sociais

Uma postagem do vídeo na página não-oficial de Ciro Gomes no Facebook já tem mais 10 mil compartilhamentos e gerou um amplo debate sobre a atitude do legislador. O internauta Marcelo da Silva Franco opina que Bolsonaro promoveu um linchamento moral do adolescente. Já Débora Sufia foi além: "Até eu já perdi a linha, principalmente quando me senti ofendida, mas nesse caso o 'Borsa' não deveria, mesmo que se sinta ofendido, agir de modo tão agressivo. O garoto não é bandido, não foi agressivo. O fato é que se fosse meu filho perguntando, e ele agisse assim, como se fosse avançar sobre ele, eu ficaria louca de raiva e partiria pra cima do 'semideus do exército'", disse.