Nesta quarta-feira (08), o ex-ministro #José Dirceu foi condenado pela segunda vez pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Ele foi condenado a mais 11 anos e três meses pelo juiz.

Seu advogado, Roberto Podval ficou indignado com essa situação e reclamou da Justiça. "Hoje não se julga mais a veracidade dos fatos e sim o nome de quem está como principal no processo", afirmou o advogado.

De acordo com Podval, os juízes não julgam mais em razão da Constituição e sim pela opinião pública. "Estão matando o Zé Dirceu", ressaltou o advogado. Para o advogado é mais fácil matar o condenado do que oferecer a ele um julgamento que admita a sua inocência.

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Outros três advogados, Flávio Macedo, Alexandre Crepaldi e Marcos Gimenez irão recorrer da decisão de Sérgio Moro, pois não concordam com a condenação e com a prisão preventiva do ex-ministro.

Condenação

Juntamente com José Dirceu, outras quatro pessoas também foram condenadas, entre elas, o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque e o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.

Dirceu foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em maio de 2016, ele já havia sido condenado pela força-tarefa a 20 anos e 10 meses de prisão.

Sérgio Moro condenou o ex-ministro devido às irregularidades nos contratos com a Petrobrás, referente ao fornecimento de tubos.

Despacho de Moro

Moro escreveu em seu despacho que José Dirceu se envolveu em propinas de R$ 2 milhões, dando um prejuízo sem precedentes aos cofres públicos.

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O que deixou o juiz mais espantado é que mesmo sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal, Dirceu continuou a cometer os crimes.

Em relação a Renato Duque, Moro ressaltou que ele se dedicou à práticas sistemáticas de crimes enquanto era diretor da estatal petrolífera.

Os absolvidos pelo juiz, por falta de provas, são: Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares e Carlos Eduardo de Sá Baptista, ambos administradores da Apolo Tubulars. Eles haviam sido denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. #SérgioMoro #Justiça