O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva não poderá contar com três advogados nos processos em que é réu. Os profissionais deixaram o caso na última sexta-feira (17). Os advogados criminalistas Juarez Cirino dos Santos, June Cirino dos Santos e Jair Cirino dos Santos encaminharam documento assinado informando a saída da defesa a #Sergio Moro.

O juiz federal é responsável pelos julgamentos dos réus da Operação Lava Jato em primeira instância. Juarez Cirino discutiu com Sérgio Moro em audiência realizada no dia 12 de dezembro do ano passado, durante depoimento de Mariuza Aparecida Marques, funcionária da empreiteira OAS.

O advogado chamou Moro de “acusador principal” e o juiz pediu para o advogado que respeitasse o juízo.

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Motivo da saída

Os três advogados que deixaram a #Defesa de Lula não informaram o motivo da saída. No documento, ele e seus colegas de banca elogiaram o ex-presidente que governou o Brasil entre 2003 e 2010.

No documento, #Lula é chamado de “ilustre e digno constituinte, por quem os signatários manifestam maior admiração por sua atuação como sindicalista, criador e dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) e presidente da República”.

Lula, porém, não está desemparado. A defesa do ex-presidente é feita por uma equipe de advogados. Além dos Cirinos, José Roberto Batochio e Cristiano Zanin Martins, que são de escritórios diferentes, também fazem parte da equipe que defende o ex-presidente nos tribunais.

Advogado

Juarez Cirino dos Santos é bastante conhecido e respeitado no meio acadêmico.

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Ele é pós-doutor em Política Criminal e Filosofia do Direito Penal pela Universidade de Saarland, na Alemanha. Cirino é professor de Direito Penal na Universidade Federal do Paraná desde 2002.

Sem dúvida nenhuma, a defesa de Lula perde um grande nome. Não se sabe se o ex-presidente vai em busca de novos advogados para substituir quem saiu ou se manterá a equipe de defesa atual.

Lula é réu em cinco processos, três deles da Operação Lava Jato, que tem Sérgio Moro como juiz responsável pelo julgamento. O ex-presidente deve concorrer nas eleições de 2018, mas pode ficar inelegível, caso seja condenado em segunda instância, em um dos cinco casos nos quais é réu.