O ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, teve um pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta terça-feira (21), e agora ele anda muito "inquieto" e "distante". A única esperança dele é um recurso de pedido de liberdade provisória que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado, que está preso desde outubro do ano passado, foi acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Operação Lava Jato.

De acordo com seus advogados ele é muito "imprevisível" e isso tem preocupado a todos. "Se ele não conseguir a aprovação do recurso de sua liberdade, ele vai surtar", revela um dos seus defensores.

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"A expectativa dele é muito positiva".

Desde que foi preso, o ex-presidente da Câmara tenta várias maneiras de conseguir a sua liberdade. No mês passado, a Corte Suprema decidiu manter a prisão dele alegando que não houve ilegalidade nas atuações do juiz federal Sérgio Moro, magistrado responsável pela Operação Lava Jato.

Censura

Os advogados do ex-deputado entraram na Justiça, no Rio de Janeiro, com uma ação para impedir que um livro seja publicado. Esse livro, chamado "Diário da cadeia", é assinado pelo pseudônimo Eduardo Cunha e foi escrito por um autor secreto. A Editora Record é a responsável em lançar a publicação e devido acordos com a editora, o autor não precisa se identificar.

O lançamento está previsto para a próxima segunda (27). A defesa de Cunha quer censurar a obra.

Romance

O editor da obra, Carlos Andreazza, comentou que o livro se trata de ficção e Cunha não tem o direito de barrar algo que ele nem sabe direito o conteúdo que tem.

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"Se o livro for publicado e o ex-deputado se sentir prejudicado em alguma coisa, ele tem o direito de ir na Justiça. Mas, no momento, temos apenas Eduardo Cunha processando um romance", afirma o editor.

O advogado de Cunha, Ticiano Figueiredo de Oliveira, disse que o livro é uma fraude e tenta induzir a sociedade para coisas que não são corretas.

O livro conta a rotina do ex-deputado na cadeia. #Prisão