Aquele que já foi o "homem forte" do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-ministro José Dirceu, atravessa momentos muito "delicados", preso nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba, capital do estado do Paraná e sede da Operação Lava-Jato. Desde a cidade, a força-tarefa concentra todas as investigações em primeira instância, do chamado escândalo do "#Petrolão", ou seja, as apurações que desvendam crimes de #Corrupção por meio de desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. A força-tarefa da Lava-Jato é conduzida pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba.

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O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, encontra-se preso devido a envolvimento no esquema criminoso de corrupção e distribuição de propinas na Petrobras. Numa carta publicada nesta segunda-feira (27), o ex-ministro condena os métodos de investigação do juiz Sérgio Moro. afirmando que está há três anos sem renda própria e com seus bens indisponíveis.

Alegações de José Dirceu

A carta do ex-ministro Dirceu foi divulgada nesta segunda-feira por um blog do escritor Fernando Morais. As acusações de Dirceu referem-se ao tempo em que encontra-se detido no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo o preso, o juiz Sérgio Moro estaria contrariando os tribunais superiores em discordância da Constituição Federal, por ter prorrogado indefinidamente a prisão preventiva do detento.

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O petista alega ainda que "Moro estaria ignorando a presunção de inocência". Dirceu alega também que "sua condenação não transitou em julgado, tendo assim presunção de inocência, não a culpabilidade. Moro me condena, sem sequer ter me investigado?", indaga Dirceu. Ele reclama ainda por não estar em prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, já que ministros do Supremo Tribunal Federal, teriam decidido sobre essa questão para outros presos.

O ex-ministro petista foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em uma sentença a mais de onze anos e três meses de prisão e em outra, a mais de vinte anos e dez meses, por crimes relativos à corrupção e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal do Paraná decidiu não se pronunciar sobre a carta publicada, atribuída à José Dirceu. #Lava Jato