A advocacia-Geral da União foi enfática em sua defesa ao procurador da República, junto à Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol. Uma ação penal indenizatória foi movida pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, contra o procurador da força-tarefa da Lava-Jato. Na ação, o ex-presidente Lula pede uma indenização de cerca de R$ 1 milhão ao procurador Dallagnol. A defesa de Lula alega que Deltan Dallagnol deve ser condenado pela entrevista dada em 14 de setembro de 2016, em que o procurador atribuiu ao ex-presidente Lula o "papel de comandante máximo" da organização criminosa que foi implantada na Petrobras, durante os anos de 2004 a 2014.

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Naquela ocasião, Deltan Dallagnol apresentou, por meio de um powerpoint, a primeira denúncia formal contra Lula, no âmbito da Operação Lava-Jato, onde foram detalhados os termos da acusação. A ação de Lula contra Dallagnol foi distribuída para a quinta Vara Cível de São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, na Grande São Paulo, onde Lula reside.

Denúncia da Advocacia-geral da União

Um documento da Advocacia-geral da União afirma que há uma tentativa de Lula em intimidar, ou mesmo, de ameaçar o Ministério Público, em relação à ação contra o procurador da Lava-Jato: "Ao se apreciar o teor da petição inicial, constata-se que o autor (Lula), não busca a reparação por meio de indenização, através de direito moral violado, no entanto, objetiva-se, de certo modo, intimidar o réu no exercício de sua função como Procurador da República", informa o documento.

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Ainda de acordo com a AGU, "compromete-se o funcionamento e independência do Ministério Público Federal, se os autores de ações penais, se tornarem alvos de retaliações por parte daqueles que são acusados pelo cometimento de atos ilícitos", ressaltou a instituição. Além de processar o procurador Deltan Dallagnol, Lula também abriu ação contra o juiz Sérgio Moro e contra o delegado da Polícia Federal, Filipe Hille Pace.

Advogado de Lula contesta AGU

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que "não é papel da AGU defender servidores por atos praticados fora do estrito exercícios de suas atribuições e constitucionais e que o procurador Dallagnol está sendo processado por ação de reparação por danos morais por ter feito acusação pela televisão, ao se tratar de tema fora das atribuições legais", segundo o defensor de Lula.

#STF #Lava Jato