O colunista Luis Felipe Miguel, do site de notícias Brasil 247, publicou uma crítica ao deputado federal e pré-candidato à presidência Jair Messias Bolsonaro, a respeito do seu evento na #Hebraica de São Paulo. O debate e palestra, que precisou de um abaixo-assinado para ser promovido, já havia sido bastante criticado pela oposição, um dos motivos pelos quais precisou de apoio público para ser marcado.

Pelo suposto cancelamento do primeiro evento na Hebraica, Bolsonaro foi acusado de apoio ao neonazismo e antissemitismo. Em vídeo, porém, o deputado esclareceu os boatos e declarou admirar a comunidade judaica e Israel, país já visitado pelo mesmo e considerado um "exemplo de democracia e liberdade".

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No mesmo vídeo, Bolsonaro incentivou que seus eleitores assinassem o baixo-assinado, pois gostaria de comparecer à Hebraica para um debate.

Professor de ciência política da Universidade de Brasília, Luis Felipe Miguel disse que Bolsonaro "não pode ser convidado para lugar nenhum" e que o argumento de pluralismo de ideias e democracia não deve se aplicar ao caso, uma vez que o deputado tem um discurso "inaceitável" no debate político, o de racismo, misoginia, homofobia e defesa da tortura. O colunista disse, ainda, que Bolsonaro estaria aproveitando-se das situações como estas para posar como vítima.

De fato, tanto Bolsonaro quanto seus filhos tem reclamado recentemente da visível rejeição midiática à sua candidatura, por vezes excluindo-o de assuntos relevantes. Um exemplo disso é a recente matéria jornalística sobre Bolsonaro e Marina Silva que, apesar de referir-se aos dois pré-candidatos, mencionaram apenas Marina, considerando o opositor apenas como "nome conservador alternativo".

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Estando atualmente em segundo lugar em diversas pesquisas de intenção de votos, logo atrás do ex-presidente #Lula, diversos veículos tem reunido críticas e ataques pessoais buscando desconsiderar a futura candidatura de Bolsonaro. Muitos boatos já foram refutados pelo mesmo e por apoiadores, como, por exemplo, o da Lista de Furnas, que seria uma prova de corrupção do deputado, mas que já foi comprovada falsa. #Jair Bolsonaro