Dois presos da Operação Lava Jato, ambos inimigos, começaram a se tornar grandes amigos. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo #cunha e o ex-ministro José #dirceu não se desgrudam e passam as horas dos banhos de sol conversando e pensando nas situações futuras. Eles estão presos no Complexo Médico de Pinhais, região metropolitana do Paraná e vivem em sintonia, o que causa estranheza pelo histórico de rivalidade entre eles.

O PMDB suspeita que José Dirceu pode estar tentando convencer Eduardo Cunha a colocar o presidente do Brasil Michel Temer em seus rolos. Se isso acontecer, Temer pode ser acusado de vários crimes de corrupção, o que seria ótimo para o PT.

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Pessoas que conviveram com os dois já imaginavam essa amizade, pois eles têm algo incomum: são arrogantes e possuem estilos semelhantes em lidar com situações do cotidiano. O ex-ministro tem muito tempo para cumprir de punição e Cunha tem um futuro parecido. A conversa deles pode continuar ainda por muitos e muitos anos.

Cunha sempre foi inimigo do PT e o maior obstáculo do governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Mas, tem gente que já fala em um 'Cunha' petista, caso ele se virar contra Michel Temer.

Sérgio Moro

Eduardo Cunha tenta de todas as formas fugir do juiz federal Sérgio Moro, mas até agora, tudo tem sido em vão. A defesa do ex-deputado pediu que Moro fosse afastado do caso do peemedebista, devido um vídeo em que Moro agradece as pessoas que apoiam a Operação Lava Jato e a veiculação da #Prisão do ex-deputado pela imprensa.

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Moro enviou um despacho dizendo que os argumentos da defesa do ex-presidente da Câmara são improcedentes. Segundo o juiz, não há qualquer indício de parcialidade do Juízo. Os advogados podem ainda recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4° Região, caso não concordem com Moro.

Livro

Um livro que seria publicado nos próximos dias, foi impedido pela Justiça após ação da defesa de Eduardo Cunha. O livro "Diário da Cadeia" contaria a vida do ex-deputado na prisão e seria assinado por um pseudônimo de nome Eduardo Cunha. A defesa alegou que o livro enganaria as pessoas pensando que Cunha é o verdadeiro autor.