O ex-presidente da empreiteira Odebrecht, #Marcelo Odebrecht, depôs para a Justiça Eleitoral nesta última quarta-feira (01). Ele revelou que seu posicionamento com o governo federal o transformava em um "otário" e "bobo da corte". O que deixava o ex-executivo descontente, era o fato dele não receber as contrapartidas que ele diz ser necessárias quando repassava dinheiro para que campanhas eleitorais de políticos fossem realizadas. Ele diz que era "obrigado" a bancar tudo, sem ter a "resposta" que gostaria.

A relação de Marcelo com o governo era muito próxima, ele tinha contato por exemplo, com o ex-ministro da Fazenda do governo de #Dilma Rousseff, os dois negociavam quais seriam os valores para fazer o repasse bancando campanhas.

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Odebrecht foi enfático a citar que Dilma sabia dos esquemas de caixa dois para beneficiar sua eleição.

Os esquemas que envolviam Marcelo o deixou incomodado com o seu próprio pai, Emílio Odebrecht, que é presidente do Conselho de Administração do Grupo. Um projeto entre a empreiteira e o governo causou desagrado no ex-presidente quando sua empresa mostrou apoio ao governo.

Durante o depoimento, Odebrecht falou com muita naturalidade sobre a ação ilícita do caixa dois, ele chegou até a defender a legalização do lobby e afirmou que a empreiteira não seria a única a fazer repasses para campanhas de políticos. O objetivo do Grupo Odebrecht era conquistar o maior apoio de parlamentares possíveis, favorecendo a empreiteira.

Marcelo disse que se tudo fosse "acertado", o dinheiro de caixa dois para beneficiar campanhas poderia ser algo feito legalmente, ressaltando que isso também envolve pagamentos de propina.

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O ex-presidente depôs em uma ação que investiga a chapa Dilma/Temer na campanha presidencial de 2014. O ministro Herman Benjamin é o relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral.

Marcelo Odebrecht foi preso em 2015 pela Polícia Federal, ele se encontra na carceragem da PF em Curitiba, Paraná. Conforme assinou acordo de delação premiada, ele ficará na carceragem até o final de 2017. #Corrupção