Jair Messias Bolsonaro é conhecido principalmente por suas posições firmes e opniões consideradas polêmicas sobre diversos aspectos da #Política. Isso fica claro ao ver o que argumentam seus apoiadores sobre as razões de seguí-lo, e ao repetirem copiosamente a hashtag #Bolsonaro2018 em redes sociais. Críticos do que chamam "mimimi", #bolsonaro é tido como o político que não tem papas na língua, fala o que pensa, doa a quem doer. Porém essa imagem vem sendo desconstruída aos poucos e a firmeza do deputado colocada em xeque.

Durante a votação do Projeto de Lei n° 4302/1998 que permite a terceirização de atividades fins, realizada no #Congresso esta semana, muitos esperavam que o deputado Bolsonaro deixasse clara sua posição liberal, que é a que vem assumindo em seus últimos discursos, e votasse a favor, seguindo inclusive a orientação do seu partido, o PR.

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Não foi o que aconteceu. O parlamentar se absteve, e foi duramente criticad em suas redes sociais.

Percebendo que o seu eleitorado clamava por uma explicação, ele gravou um vídeo explicando as razões de sua abstenção. O deputado revelou que não votou nem "sim" nem "não" temendo ser criticado, principalmente pela esquerda e pelo sindicatos, se tivesse votado a favor do Projeto. A justificativa de Bolsonaro não foi vista com bons olhos pelos seus seguidores que afirmaram que o parlamentar fraquejou diante de uma boa oportunidade de deixar clara sua posição, principalmente no que diz respeito ao "enxugamente do Estado", defendido por ele em entrevista ao programa de Danilo Gentili, que foi ao ar também nesta semana.

Parte de seus apoiadores também reclamaram do fato de que o Projeto de Lei prejudica os trabalhadores de carteira assinada, que podem ser substituídos por empregados terceirizados, e que Bolsonaro não está do lado do trabalhador ao não se posicionar contra.

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Não era de se esperar que uma pessoa com opiniões tão contundentes temesse críticas de adversários políticos.

Essa imagem de durão também foi questionada quando Bolsonaro se mostrou contra a PEC 241, mas depois de participar de um jantar promovido pelo presidente Michel Temer, resolveu se declarar a favor, onde mais uma vez foi criticado por seus seguidores.