A coluna na #Folha de S. Paulo do professor universitário Vladimir Safatle deste dia 03 de março tornou-se alvo de críticas por parte de eleitores e apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro. Isso porque, na sua coluna, Vladimir didaticamente descreveu o conceito de fascismo, enfaticamente colocando o parlamentar como um exemplo clássico da ideologia.

Intitulada "Um fascista mora ao lado", a coluna começa descrevendo o atual cenário política, onde o ex-presidente Lula aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenções de votos para as eleições presidenciais de 2008. Em segundo lugar, em diversas pesquisas, encontra-se Bolsonaro, por vezes em empate técnico com Marina Silva.

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Em seguida, o autor comenta que o termo "fascista" é usado como insulto há tempos, mas não de forma descritiva, e sim apenas a fim de desqualificar a outra parte do debate. Partindo disso, o mesmo descreve o que entende ser três características fundamentais do fascismo: Um culto da violência de Estado e autoridade, desprezo de grupos sociais vulneráveis e fragilizados, e nacionalismo exagerado, o que envolve defesa de fronteiras territoriais.

Relacionadas às três características, Vladimir diz que não seria difícil demonstrar o "fascismo ordinário" de Bolsonaro. Isso pelo seu apoio à ditadura militar, principalmente, mas também pelo que autor chamou de uma "luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis", um exemplo da segunda característica anteriormente mencionada.

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Por fim, ele exemplifica a terceira característica, o nacionalismo, com o slogan "devolva o meu país" - o qual não há registros de #Jair Bolsonaro proclamando, apesar da crítica.

Ao concluir o texto, Vladimir diz que é um erro acreditar que pode-se dialogar com adeptos do fascismo. Segundo o mesmo, não modifica-se essa realidade com argumentos, e sim excluindo pessoas com o discurso como de Bolsonaro, desativando-os. Discurso similar ao do colunista Luis Felipe Miguel, que disse recentemente que Bolsonaro não deveria ser convidado para evento algum pelo seu discurso, referindo-se ao debate no clube Hebraica.

Bolsonaro não comentou a respeito desta crítica, mas defendeu-se há poucos dias das acusações de apoio ao neonazismo ao falar sobre o evento na #Hebraica. O deputado disse em vídeo admirar tanto o povo de Israel quanto o clube em questão pelo que representam diante de debates e, em suas palavras, "o contraditório, a verdade e a democracia".