O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio #cabral, protagonizou juntamente com seu ex-operador, Carlos Emanuel Miranda, uma 'cena de pugilismo" no presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro. A briga aconteceu logo após o término do carnaval, na semana passada.

Segundo informações de um jornalista do jornal O Globo, eles tiveram que ser apartados e evitou-se assim uma pancadaria.

O motivo da briga entre eles é que o ex-governador não concorda com as opiniões de Miranda. O ex-operador quer entregar na delação nomes fortes do Legislativo fluminense e Cabral não aceita e exige que os dois façam acordos para que ninguém seja prejudicado.

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Pedido de Cabral

A defesa do ex-governador pediu ao juiz Marcelo Bretas, da 7° Vara Federal Criminal do Rio a liberação de seu cliente nas audiências do dia 15 e 17 de março, onde serão ouvidas testemunhas do processo da Operação Calicute.

Cabral está preso desde novembro do ano passado e sua esposa, Adriana Ancelmo, que também pediu dispensa das audiências, está presa desde dezembro.

Segundo normas das investigações, os réus não são obrigados a participar das oitivas, mas seus advogados são obrigados a estarem presentes.

No dia 15 de março serão ouvidos três delatores, sendo um deles o gerente comercial da Andrade Gutierrez.

Propina

De acordo com depoimentos prestados, nesta terça-feira (07), na Justiça Federal do Paraná, Cabral teria recebido propina em euros. O dinheiro teria sido entregue para seu ex-operador Carlos Miranda, que na época, era o homem de confiança do peemedebista.

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Alberto Quintaes, ex-diretor-superintendente da Andrade Gutierrez afirmou que Cabral recebeu R$ 2,7 milhões de propina referente a um contrato de terraplanagem do Comperj, obra da Petrobrás no Estado.

Foi delatado também que o ex-governador é quem pedia a propina sobre os contratos. Os pagamentos foram feitos em 2008, no primeiro mandato de Cabral.

Em troca desse dinheiro para o peemedebista, a Andrade Gutierrez foi beneficiada com contratos de obras no Rio, como por exemplo, a PAC da Rocinha. #riodejaneiro #Corrupção