Os foliões ainda estavam dançando nas ruas das cidades na quarta-feira de Cinzas (1º), mas, para o governo do presidente Michel #Temer, tudo estava de volta à realidade, com a corrupção que ameaça a sua sobrevivência no poder.

O "Fora Temer" foi um canto frequente contra o presidente impopular, durante as celebrações do Carnaval, em todo um país atingido pelo desemprego recorde e farto de seus líderes políticos.

Já na quarta-feira à tarde, o executivo Marcelo Odebrecht, que está preso há um ano e oito meses, foi interrogado por um juiz sobre doações feitas Temer em 2014, quando ele era o vice na chapa da líder esquerdista Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano passado.

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Segundo informações do portal G1, Odebrecht disse confirmou em seu depoimento que um pagamento ilegal foi feito ao marqueteiro da campanha de Rousseff, João Santana, e acrescentou que ele não poderia dizer se o então presidente, ou seu companheiro de chapa, sabia sobre esse fato.

Marcelo disse que negociou doações com o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para a campanha de 2014, que totalizaram R$ 150 milhões, mas negou que estava sendo subornado para obter contratos com o governo.

Investigação

A investigação sobre subornos políticos e propinas, apelidada de "Operação #Lava Jato", ameaça derrubar membros do círculo íntimo de Temer e tem gerado incertezas políticas, minando ainda mais a confiança da população no atual presidente do #Brasil.

Temer alega que as doações foram legais e devidamente registradas, mas o juiz Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode pedir a anulação do mandato de Temer, caso as irregularidades na chapa Dilma-Temer sejam comprovadas.

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A anulação levaria a uma eleição para escolher o novo presidente do Brasil.

Entre os políticos em situação de risco está Eliseu Padilha, que está de licença médica após uma cirurgia de próstata. Mesmo assim, ele terá que enfrentar perguntas sobre um pacote de R$ 1 milhão que ele supostamente solicitou como parte de uma contribuição não declarada da Odebrecht.

Problemas

Esse escândalo põe em perigo os esforços de Temer em empurrar reformas de austeridade impopulares no Congresso, que visam conter um déficit orçamentário crescente, que custou ao Brasil uma queda muito grande de investimentos em 2015.