O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, concedeu um prazo para a #Polícia Federal de 15 dias, para que o inquérito contra operadores do PMDB sejam concluídos. A família de lobistas, Jorge Luz (pai) e Bruno Luz (filho), são acusados de crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro, eles participaram de um esquema fraudulento envolvendo a empresa Petrobras.

No dia 25 de fevereiro, a PF localizou pai e filho nos Estados Unidos e cumpriu um mandado de prisão, a Operação "Blackout", 38° fase da Lava Jato, foi a designada para colocar os dois atrás das grades. Em nota, Sérgio Moro disse que não concederá mais tempo para a PF que pediu para o juiz aumentar o prazo que venceria neste dia 11 de março.

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A PF justificou que precisa de mais tempo para analisar aparelhos celulares e materiais colhidos de Jorge Luz.

Cerca de R$ 50 milhões da família foi bloqueada pelo juiz federal. Em pelo menos cinco contratos da Petrobras, Jorge e seu filho Bruno conseguiram cerca de R$ 40 milhões em propinas exclusivamente para o PMDB. Desde 1996 Jorge atua na Petrobras, sendo um dos maiores lobistas, hoje ele tem 73 anos. A força tarefa de Curitiba apelidou Jorge Luz como sendo o "homem-bomba" do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Nove empresas ligadas a Jorge foram apontadas pelo Ministério Público Federal como um fonte de ocultação de dinheiro. A Lava Jato busca expandir as investigações para encontrar mais indícios de graves crimes contra a sociedade.

Lava Jato em perigo

Sérgio Moro avaliou que é possível que as investigações retrocedam, isso por conta do Congresso Nacional tentar anistia para crimes de caixa eleitoral.

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Nesta última semana, senadores ficaram perplexos com a acusação do Supremo Tribunal Federal contra Valdir Raupp, o STF quer investigar doações para campanhas eleitorais mesmo constatadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deputados e senadores, então, pensam em anistia geral a caixa um e caixa dois eleitoral, ou seja, fazer com que as doações não se tornem crimes, impedindo investigações. #SérgioMoro