No atual cenário político brasileiro, em meio a tantos problemas como a crise econômica, corrupção, segurança pública, reforma da previdência e outros tantos problemas que o Brasil vem enfrentando, seria muito difícil prever um cenário para 2018. A incerteza das prováveis candidaturas levavam a crer que esse cenário só estará decidido em meados do ano que vem. Vamos analisar as possibilidades para 2018 e até a onde a Lava-Jato pode interferir no cenário político nacional?

#Lula, um forte candidato nas eleições de 2018, mesmo tendo um grande índice de rejeição é quem largou na frente, liderando todas as pesquisas de intenção de votos do eleitorado brasileiro e com grande apoio no Nordeste do país , nordeste esse que foi fundamental tanto na sua reeleição quanto na da ex-presidente Dilma Rousseff.

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É, sem dúvida nenhuma, a primeira opção, ou talvez a única para o PT voltar a governar o país. Mas a Lava-Jato pode interferir diretamente na composição da chapa petista, já que o ex-presidente Lula é investigado e pode até ser preso ou ter seus direitos políticos cassados .

#Aécio Neves, outro cotado a ser candidato no pleito presidencial, além de enfrentar grandes escândalos de corrupção envolvendo seu nome também enfrenta rejeição em meio aos tucanos, que por sua vez querem a candidatura de Geraldo Alckmin, ex-prefeito de São Paulo. O atual prefeito de SP, João Dória, declarou em público que Alckmin será candidato à presidência em 2018. Até lá uma possível eleição interna dentro do PSDB decidirá os rumos da legenda.

Jair Bolsonaro, nome que vem ganhando força principalmente nas redes sociais, apesar de ainda não ter definido por qual partido disputará a eleição 2018.

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Jair vem percorrendo todo o território brasileiro e fortalecendo sua base para 2018. Jair Bolsonaro é muito conhecido no cenário político por seu discurso forte e conservador, defensor da extrema direita ele também agrada grande parte da população com suas convicções de combate a criminalidade. Por outro lado, Bolsonaro é muito mal visto, principalmente pela extrema esquerda, por ser rigoroso em seu discurso como por exemplo contra a classe LGBT. Hoje ele está filiado ao PSC, mas já anunciou anteriormente que não sairá candidato pelo partido, um possível destino para ele é o PR, que já manifestou interesse em seu nome, outra possibilidade é o PRB que também se fala nos bastidores seu nome como possível candidato do partido, e também podemos destacar que sua volta ao PP não está descartada.

Ciro Gomes, outra alternativa para a esquerda. Apesar de não aparecer tão bem nas pesquisas realizadas, Ciro tem o total apoio do seu partido PDT que já afirmou que o partido terá candidatura própria em 2018 .

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Marina Silva também é um nome forte para a eleição 2018. Ela já foi bem votada nas duas últimas eleições presidenciais. Marina terá a oportunidade de sair candidata pelo seu partido, a REDE Sustentabilidade, que em 2014 não conseguiu a aprovação do seu partido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral ). Apesar de não ter uma base considerada forte, Marina é muito conhecida no cenário nacional e pode aparecer como surpresa.

Outros nomes também podem aparecer como cabeça de chapa como o empresário Roberto Justus, o senador Ronaldo Caiado, o ex-ministro José Serra entre outros nomes que aparecerão no decorrer do processo eleitoral.

Coligações partidárias

Outro fator que vai pesar nas eleições presidenciais são as coligações partidárias, que podem definir, por exemplo, o tempo de televisão que os candidatos terão.

O PMDB é um exemplo, já que não vem demostrando interesse em disputar a majoritária, não prevemos o que pode acontecer, já que o partido tem uma forte ligação com o PSDB, DEM, PSD e outros partidos menores.

O PSB também já demostrou interesse de disputar mais uma vez a eleições majoritária, porém o partido está um pouco adormecido no cenário político nacional desde a morte do ex-governador Eduardo Campos. #Eleições 2018