A temperatura política tende a ficar cada vez mais alta e alcançar novos patamares, principalmente, em se tratando dos processos que envolvem a Operação Lava-Jato, considerada a maior operação de combate à #Corrupção do país, comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa da Lava-Jato apura escândalos de corrupção que propiciaram desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Encontram-se presos nas dependências da Polícia Federal, em Curitiba, empresários, operadores do esquema de distribuição de propinas e também políticos, como por exemplo: os ex- ministros do governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff: Antônio Palocci e José Dirceu.

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Pode-se mencionar também a prisão do ex-presidente da Câmara Federal, ex-deputado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Defesa de Cunha se manifesta

Nesta segunda-feira à noite (27), o juiz Sérgio Moro rejeitou um pedido de suspeição contra ele, manifestado pela defesa do ex-deputado Eduardo Cunha. O pedido de suspeição dos advogados do ex-presidente da Câmara, foi feito, através de alegações através de uma ação em que tentam caracterizar de que o magistrado atua de forma tendenciosa na análise do caso que envolve Cunha, seja por interesse em absolver ou condenar o réu. Em resposta às manifestações da defesa, o juiz Sérgio Moro foi contundente e proferiu sua decisão enfaticamente, ao afirmar que "os argumentos apresentados pela defesa do réu, beiram a irresponsabilidade, já que são utilizados expedientes manifestamente improcedentes no processo penal", afirmou o magistrado.

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O juiz responsável pela Lava-Jato, ainda conclui que "Eduardo Cunha questiona a sua imparcialidade como juiz, sem que encontre qualquer motivo minimamente concreto. Isso se torna ainda mais evidente, quando a solicitação de suspeição é apresentada, de forma manifestamente intempestiva, ou seja, fora do prazo processual, em se tratando de todas as causas excluindo-se uma", ressaltou em nota o juiz paranaense.

Alegações finais da defesa

A defesa de Cunha pretende ainda que seu processo seja juntado ao de sua esposa, jornalista Cláudia Cruz e também do ex-diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada. A intenção expressada pela defesa do ex-deputado, é que, caso a ação seja aceita por Sérgio Moro, Cunha ganharia mais tempo, já que seu processo em primeira instância, já chegou ao final, restando apenas a sentença a ser dada pelo juiz Sérgio Moro, diferentemente, do processo que envolve Cláudia Cruz, que se encontra em fase de depoimentos de testemunhas e coleta de provas. #Lava Jato