O cenário político de Brasília vive um momento de alvoroço com a possibilidade de #Eduardo Cunha fazer delação premiada e entregar tudo que tem conhecimento sobre o envolvimento de políticos do PMDB, incluindo do presidente da República #Michel Temer, em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O que se sabe de concreto é que Cunha não teria outra saída senão a de fazer a delação para salvar a si próprio de muitos anos de cadeia e também salvar a pele de sua esposa Claudia Cruz e seus dois filhos, do primeiro casamento. O ex-presidente da Câmara dos Deputados e os políticos em geral tem consciência que, para ser aceita esta delação, ele precisará trazer à tona informações inéditas e que realmente sejam comprometedoras, o que tem deixado o clima em Brasília ainda mais tenso.

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Há vários meses se especula que o clima no Planalto está preocupante e rodeado de impasses e medo em torno do que Eduardo Cunha poderia falar, já que há muito tempo Cunha vem mandando recados sutis ao presidente Michel Temer, inclusive no questionário endereçado a Temer quando foi chamado para servir de testemunha de defesa nos processos a que Cunha responde.

Presidente refém

O senador Renan Calheiros (PMDB-RJ) reforçou ainda mais a tese de que Cunha estaria chantageando o governo ao afirmar, durante um almoço quarta-feira com o novo homem-forte do governo, ministro Moreira Franco, que o presidente Michel Temer se tornou refém do Eduardo Cunha (PMDB-R) e está recompondo o grupo do ex-deputado, que continua influente, embora desde outubro esteja preso pela #Lava Jato em Curitiba, o que abre margem para se especular mais uma vez que Temer tenha receio do que Eduardo Cunha poderá vir a falar.

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Porém, apesar de já ter sido ventilado o fato de Cunha estar manobrando e intimando Temer, o que ninguém jamais poderia imaginar era que essas informações viessem a ser confirmadas justamente por Renan Calheiros, um dos mais importantes e destemidos caciques do PMDB, que há até pouco tempo era aliado do governo do presidente Temer.