Centrais sindicais e movimentos sociais promovem uma paralisação nacional nesta quarta-feira (15) em repúdio às reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo presidente Michel Temer e em discussão no Congresso Nacional. A ação está sendo organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e espera contar também com a presença da população. Comércios, transportes e outros serviços não deverão funcionar em todo o país por causa do evento.

Chamada de Dia Nacional da Paralisação, a ação foi divulgada após a greve dos metroviários e condutores paulistanos ser aprovada em assembleia realizada nesta terça-feira (14). De acordo com os sindicatos da categorias, os serviços serão interrompidos por 24 horas em contribuição ao movimento.

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Metalúrgicos, químicos, professores estaduais e municipais, bancários, funcionários dos Correios e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) também anunciaram a adesão.

No Estado de São Paulo, pelo menos 12 cidades devem ser palco de manifestações. Já na capital paulista, um grande ato com os movimentos sociais está marcado para 16h, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a marcha das centrais sindicais e dos movimentos sociais será realizada no mesmo horário, com concentração no Largo da Candelária. No Distrito Federal, a Esplanada dos Ministérios espera grande concentração de pessoas no ato público, às 8h.

O portal da CUT disponibiliza um mapa com informações sobre todas as manifestações que devem ocorrer no país ao longo do dia.

Paralisação em SP

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), entrou com um pedido de liminar contra a paralisação dos serviços dos metroviários e condutores.

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O site da revista Carta Capital confirma que a liminar foi concedida pela juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública, e determina que a maior parte das frotas de ônibus atenda a demanda dos usuários. A decisão também exige pagamento de R$ 5 milhões em multa, se a ordem for descumprida.

Entenda as reformas

Consideradas prioridades para o atual governo, as reformas Trabalhista e da Previdência vem gerando desconforto na população. Se forem aprovadas, os trabalhadores demorarão mais para conquistar a tão sonhada aposentadoria.

Entre outras mudanças, o benefício só poderá ser solicitado com 65 anos completos e contribuição mínima de 25 anos. Os profissionais também serão expostos à quaisquer decisões das empresas, como flexibilização de horários, falta de segurança no trabalho, formalização da jornada de 12 horas de trabalho e outras consequências. Ambas as reformas representam um retrocesso aos direitos consolidados na Constituição Federal de 1988. #MichelTemer #DiaNacionalDaParalisação #ReformasGovernoTemer