A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff solicitou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin que o atual ministro da Casa Civil do governo Temer, Eliseu Padilha, e o advogado José Yunes sejam chamados a prestar depoimento no processo que pode cassar a chapa Dilma e Temer, eleita à presidência em 2014.

Benjamin é o relator do processo contra a chapa, que é acusada de ter recebido verba de caixa dois para as despesas de sua campanha. A defesa de Dilma solicitou também que nove presidentes de partidos da coligação que apoiou a chapa em 2014 sejam ouvidos pela #Justiça, além de Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha.

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Os advogados da ex-presidente também querem que o conteúdo das delações de ex-executivos da empreiteira sejam anexados ao processo. Eles também pediram reconsideração sobre os vetos aos depoimentos que citam Aécio Neves, candidato derrotado em 2014, como outro suposto receptor de dinheiro de caixa dois para ser utilizado nas despesas de sua campanha.

Recentemente, Yunes - ex-assessor e amigo pessoal de Temer - revelou que recebeu um envelope com dinheiro do doleiro Lúcio Funaro. A verba seria destinada à Eliseu Padilha, principal articulador político do governo Temer. Depoimentos de ex-executivos da Odebrecht também apontam que Padilha e Temer se reuniram com representantes da empresa para decidir verbas que seriam repassadas para cobrir despesas da campanha. #Dilma Rousseff #Lava Jato