Além de ver alguns de seus principais aliados políticos - como o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha - envolvidos em delações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposto recebimento de dinheiro de campanha em caixa dois, o presidente Michel Temer (PMDB) também vê seu nome figurar em algumas das delações de ex-executivos em depoimentos da #Lava Jato.

Desta vez, o presidente foi citado por Otavio Azevedo, da Andrade Gutierrez, que afirmou ter participado de um encontro com o atual presidente no Palácio do Jaburu, onde Temer residia em 2014, para negociar pagamento à campanha Dilma-Temer em 2014. Na ocasião, Dilma acabou eleita presidente com Temer vice.

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O atual governante assumiu o cargo em 2016 após o impeachment da petista.

As acusações vão de encontro direto à estratégia de defesa de Temer, que pretende tentar livrar o presidente de uma possível impugnação em caso de condenação da chapa Dilma-Temer defendendo a tese de que ele não solicitou ou participou de nenhuma negociação de doações para a campanha em 2014.

A ideia é desvincular Temer dos acordos costurados pela chapa, alegando que o então candidato à vice-presidente não possuía conhecimento das estratégias de campanha do PT. Com novos depoimentos que apontam a presença de Temer em reuniões para apoio financeiro realizadas inclusive no Palácio do Jaburu, a estratégia pode ser enfraquecida.

Caso as irregularidades sejam comprovadas, o escândalo pode inclusive custar o mandato de Temer, já que Dilma Rousseff já foi afastada do cargo após processo de impeachment em 2016.

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No meio de um turbilhão de escândalos envolvendo alguns de seus principais aliados e si próprio, Temer corre contra o tempo para aprovar medidas que podem minar ainda mais sua popularidade junto à população brasileira. Em seus discursos, o presidente segue repetindo que as medidas são as únicas maneiras de combater a crise financeira do Brasil. #Corrupção #Michel Temer