O ministro da Casa Civil do #Governo de #Michel Temer, Eliseu Padilha, participou de ator ilícitos com a empreiteira Odebrecht. Quem fez as revelações envolvendo o ministro foi o ex-executivo da empreiteira, José de Carvalho Filho em depoimento para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para que Padilha conseguisse o dinheiro, pelo menos quatro senhas foram utilizadas. Era muito fácil para o ministro, ele ia no local definido para o ter acesso ao dinheiro e dizia a senha. Depois da senha conferida, o ex-executivo entregava-lhe todo o pagamento de caixa dois eleitoral destinado ao PMDB. Algumas das senhas utilizadas foram: árvore, morango, foguete e pinguim.

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O valor do dinheiro do caixa dois foi destinado ao PMDB totalizando cerca de R$ 5 milhões, o ex-deputado Eduardo Cunha que se encontra agora no Complexo Médico Penal, em Pinhais, Paraná, chegou a receber exclusivamente cerca de R$ 500 mil, na época em que podia exercer seu cargo na Câmara dos Deputados.

A ex-secretaria da Odebrecht, Maria Lúcia Tavares, que tinha um cargo em um setor "exclusivo", o setor de propinas da empreiteira, era quem criava as senhas que eram entregues para Carvalho e Padilha para não haver nenhum problema com a entrega do dinheiro.

José de Carvalho trabalhava na equipe de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Internacionais da Odebrecht. Pelo menos cinco encontros aconteceram, sendo que um deles foi no escritório de José Yunes, amigo de Michel Temer.

A primeira data para a entrega do dinheiro foi em agosto de 2014, o PMDB recebeu cerca de R$ 1,5 milhões.

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No mês de setembro de 2014, as três primeiras datas que ocorreram foram entregues R$ 1 milhão em cada uma, respectivamente nos dias 2, 4 e 10 de setembro. No final do mês de setembro, dia 30, foi entregue R$ 500 mil.

Eliseu Padilha foi procurado para dar esclarecimentos sobre o depoimento do ex-executivo da empreiteira, mas foi informado que ele está de licença médica e que não iria se manifestar sobre qualquer ocorrido.

O depoimento faz parte de um processo que investiga a chapa Dilma/Temer sobre ter cometido abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. #Corrupção