As "rusgas" entre integrantes da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parecem não ter fim. Em episódio recente, na última terça-feira (21), o ministro da mais alta Corte brasileira, Gilmar Mendes, criticou duramente os "vazamentos" ocorridos nas investigações da lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As palavras de Mendes foram ainda mais direcionadas, de modo que causou grande desconforto a procuradores, por ele apontar que a possibilidade de ocorrência dos vazamentos, tenham partido do Ministério Público Federal, o que acarretou revolta a alguns integrantes da instituição. O ministro Gilmar Mendes sinalizou que "provas divulgadas por meio ilegal, deveriam ser excluídas do processo".

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O ministro do #STF concluiu ainda: "Eu já me manifestei sobre esse lamentável fenômeno em outra oportunidade, propus no ano passado, o descarte de material vazado, conseguido ilicitamente", admitiu Gilmar Mendes. Alguns membros da Operação Lava-Jato, não gostaram do que ouviram. O procurador da República, coordenador-geral da maior operação de combate à #Corrupção no país, Deltan Dallagnol, também se manifestou sobre o caso.

Procurador da Lava Jato dá resposta enfática

O procurador e coordenador-geral da força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, respondeu, de modo enfático, às palavras do ministro Gilmar Mendes. Em entrevista concedida ao programa "Jornal da Manhã", da Rádio Jovem Pan, Deltan afirmou tacitamente que "a ideia de descarte de provas da Lava-Jato, por conta de vazamentos, realmente, não faz qualquer sentido", declarou Dallagnol, em alusão às palavras ditas por Gilmar Mendes.

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Entretanto, o procurador ponderou que "os vazamentos ilegais são um problema, mas é difícil saber qual a origem do vazamento, ou seja, quem teria vazado a informação", afirmou o procurador.

Deltan assegurou ainda que para anular a Lava-Jato, teria que encontrar provas muito consistentes. A Lava-Jato é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná e apura escândalos bilionários de desvios dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Veja o vídeo completo da entrevista de Deltan Dallagnol:

#Lava Jato