A senadora Gleisi Hoffmann, líder do PT no Senado, propôs que amanhã todas as mulheres façam greve de suas funções e inclusive que se abstenham de fazer #sexo. A declaração foi feita na tribuna do Senado pela manhã. Segundo a senadora, a greve geral seria para comemorar e destacar o Dia Internacional da Mulher.

"Vai ser um dia de greve em todos os lugares, de marcha, de bloqueio de estrada, de pontes, de praças, de abstenção do trabalho doméstico, de abstenção dos cuidados, de abstenção sexual, denúncia de políticos e empresas misóginas. E aqui, no Congresso, nós também vamos nos manifestar", afirmou a senadora.

Ela disse que pedirá ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que não vote nada.

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O governo quer aprovar o projeto que fixa novas regras para repatriação de recursos. Segundo a petista, todas as mulheres deveriam aderir ao movimento, sem realizar tarefas domésticas ou outras atividades dentro e fora de casa.

Gleisi conclamou as funcionárias do Senado para cruzarem os braços e reivindicou que a sessão na quarta não seja deliberativa. A parlamentar disse ainda que a Greve de Mulheres é contra “ataques institucionais” fazendo alusão ao Impeachment de Dilma Rousseff que aconteceu no último ano.

Gleisi Hoffmann

Gleisi Helena Hoffmann, tem 51 anos, é afiliada do Partido dos Trabalhadores pelo Paraná. Ela é advogada.

Um dos principais nomes do Governo atual do PT, Senadora desde 2011, já foi Ministra-chefe da Casa Civil no governo Dilma de 2011 a 2014. Ela é integrante do PT desde 1989.

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Em março de 2016, a Polícia Federal indiciou Gleisi por Corrupção passiva, pela operação Lava Jato. Concluiu-se que o casal recebeu R$ 1 milhão de propina do esquema da Petrobras.

Denunciada pelo Ministério Publico Federal em maio de 2016 também em relação a operação Lava Jato.

Ainda em 2016 a Procuradoria-Geral da República, deferiu uma denúncia contra Gleisi Hoffmann que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal unanimemente, tornando a Senadora ré.

Gleisi negou todas as denúncias. #lavajato #deputada