Na Suécia, país localizado no Norte da Europa, os deputados federais têm acomodações bastante modestas. Os pequenos apartamentos tem de 18 a 40 metros quadrados, além de ser comum dividirem a cozinha e a lavanderia, que não ficam dentro das unidades. No #Brasil, a realidade se apresenta muito distante do pequeno e desenvolvido país nórdico. Aqui, os deputados priorizam discussões sobre a reforma em suas acomodações ao custo de quase R$ 700 mil por unidade, sendo que as inúmeras reformas já ocorridas podem somar mais de R$ 122 milhões.

Os apartamentos parlamentares no Brasil podem chegar a medir por volta de 225 metros quadrados.

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O espaço pode se dividir em até quatro quartos, sendo duas suítes. Não é difícil também contar com banheira de hidromassagem, televisão a cabo, telefone, entre outros benefícios, além de empregados.

Na Suécia, ao contrário, não é incomum encontrar deputados que dormem sofás-cama, como afirma a autora Claudia Wallin, que reside no país escandinavo há dez anos. Lá, para se utilizar a lavanderia, é preciso marcar hora, além de que os políticos utilizam a cozinha, que é comunitária, sem ajuda de qualquer empregado, e precisam manter tudo limpo depois de usada.

Porém, seria válido acrescentar que os parlamentares suecos receberam um upgrade, pois, até antes da virada do milênio, não havia apartamentos disponíveis para eles. Dormiam em seus próprios gabinetes, com uma metragem de até 18 metros quadrados e que continha apenas um sofá-cama.

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Atualmente, a regra mudou, mas continuam sem ter direito a assessores e secretários, nem carros com motoristas.

Viagens ilimitadas como no Brasil não existem, passagens aéreas apenas para os deputados que moram longe da capital, Estocolmo. O primeiro-ministro também não possui regalias, afinal é o próprio quem lava e passa sua roupa. Quanto aos salários, um congressista sueco recebe por volta de R$ 22 mil, valor inferior ao número do brasileiro, que ultrapassa R$ 33 mil, sem contar cotas e auxílios.

Custo de R$ 1 bilhão por ano

Além do alto salário, no Brasil há auxílio-moradia (ou o apartamento funcional de graça); verba de quase R$ 100 mil para a contratação de até 25 funcionários; verba para alimentação, que pode chegar a R$ 45 mil; divulgação do mandato, entre outros dispêndios, como dois salários extras no primeiro e último mês de legislatura a título de ajuda de custo; além de ressarcimento de eventuais gastos médicos.

O valor mensal de apenas um deputado federal equivale a mais de R$ 186 mil.

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Somando os 513 parlamentares em um ano, seus salários e benefícios, há um custo de mais de R$ 1 bilhão por ano.

Em 2016, a Mesa Diretora da Câmara, que era encabeçada pelo ex-deputado e ex-presidente da Casa Eduardo Cunha, diminuiu os gastos com veículos de imprensa, mas, em contrapartida, elevou em mais de R$ 2 milhões o valor a ser destinado à cota parlamentar. Além do corte de jornais e revistas, outra medida foi retirar o fornecimento de materiais de escritório para os gabinetes dos parlamentares, pois, segundo a Câmara, a medida teria impacto positivo no meio ambiente, através da redução do número de papéis utilizados #Brasília #Corrupção