Uma boa parte do povo brasileiro não acredita mais na classe política e alguns parlamentares colaboram para essa descrença aumentar. O projeto de reforma da Previdência que o #Governo do presidente Michel Temer enviou ao Congresso já recebeu até hoje 146 emendas dos parlamentares tentando aperfeiçoar a proposta encaminhada pelo Poder Executivo.

Algumas tentam beneficiar o trabalhador que futuramente irá se aposentar e se sente injustiçado pela proposta do governo e outras tentam garantir o futuro dos próprios políticos. Esse é o caso da emenda número 24 apresentada pelo deputado federal Carlos Eduardo Cadoca (PDT-PE), que tem a ver com a aposentadoria deles próprios.

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Por ela, a lei terá uma regra de transição exclusiva para proteger a aposentadoria dos parlamentares que hoje contribuem através do Plano de Seguridade Social dos Congressistas.

A ideia do deputado Carlos Eduardo é que os integrantes do Congresso que tenham mais de 54 anos e já tiverem cumprido um mandato, ou seja, quatro anos para os deputados e oito anos para os senadores, não sejam afetados pela reforma. Assim, para eles, fica valendo a necessidade dos atuais 35 anos de contribuição. Os que ainda não se enquadram nessa regra serão obrigados a pagar um "pedágio" de transição de 50% do tempo que resta.

Hoje, pelo Plano de Seguridade Social dos Congressistas, com 35 anos de contribuição, o parlamentar se aposenta de forma vitalícia com o salário integral, que é de R$ 33,7 mil. Pela emenda do deputado, somente os parlamentares que se elegerem e tomarem posse depois que lei estiver em vigor estarão sujeitos às novas regras da reforma.

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"Injustiça histórica"

O deputado diz que a emenda irá corrigir “uma injustiça histórica ao fixar o direito, até agora suprimido, à paridade de remuneração para aposentados e pensionistas da seguridade parlamentar.”

Três perguntas que os brasileiros estão fazendo para o deputado: Por que Cadoca não sugere essa regra para todos os trabalhadores brasileiros? Por que somente aos congressistas? Ainda devemos acreditar na classe política brasileira? #Reforma da Previdência #Congresso Nacional