A dívida que João Doria tinha com a Prefeitura de São Paulo não passou despercebida para parte da população paulista. Após a denúncia e a publicação que o prefeito devia cerca de R$ 91 mil em IPTU referente à mansão em que vive, no bairro dos Jardins, área nobre de São Paulo, onde estão localizadas as propriedades mais valiosas da cidade, a dívida foi paga, mas estava constando há anos nas contas da prefeitura. Com as duras críticas que recebeu pela demora em quitar, #Doria decidiu pagar o débito prontamente.

Sob fortes vaias e gritos de "caloteiro", o prefeito teve certa dificuldade para se fazer ouvir na hora de discursar.

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Doria foi até a Câmara entregar o Plano de Metas do seu governo. Em seu curto discurso, ele afirmou que o plano não precisa ser longo, mas sim eficiente. Durante os 4 minutos em que falou com o público, Doria enfatizou as audiências que serão realizadas e explanou sobre o novo formato do plano.

Doria defendeu que cidades no mundo que têm poucas metas podem ser mais eficientes, como Vancouver, no Canadá, e Melbourne, na Austrália. O destaque para esse detalhe se deve ao fato de que o antigo prefeito, Fernando Haddad (PT), tinha apresentado um plano com 123 metas, contra 50 apresentadas por João Doria.

Além de serem menos numerosas do que no plano anterior, as metas de Doria são mais difíceis de serem fiscalizadas, pois exigem cálculos complexos para comprovar a sua eficiência e cumprimento.

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Além disso, o documento de 157 páginas apresenta diversos pontos vagos, pois não apresenta alguns detalhes que seriam necessários para compreender as ações a serem realizadas pela Prefeitura.

O secretario municipal de gestão de Doria, Paulo Uebel, não esclareceu quanto vai custar o plano de metas do atual prefeito. O plano também foi considerado pouco ambicioso no que se refere à conclusão de algumas obras. Apesar disso, o tucano tem a vantagem de ter recebido o mandato com algumas obras importantes em andamento, originadas na gestão de Haddad, e que possivelmente ficarão prontas em sua gestão. #SaoPaulo #Política