O dinheiro do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acabou. Desde que ele foi preso, todos os seus bens foram bloqueados. A pedido de uma de suas filhas, os deputados aliados que nunca abandonaram #cunha, se sentiram na obrigação de ajudar a família. As conversas para uma possível "vaquinha" começou no final do ano passado. O objetivo era arrecadar dinheiro para as necessidades básicas da família Cunha.

De acordo com as informações da coluna "Painel" da Folha de São Paulo, cerca de 10 deputados amigos do ex-parlamentar aderiram à "vaquinha". A iniciativa e o pedido partiu dos próprios familiares do ex-deputado.

No dia 15 de fevereiro deste ano, Eduardo Cunha teve mais um pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e continuará preso até que as investigações sejam concluídas.

Dinheiro da "vaquinha"

O dinheiro que a família do ex-deputado conseguiu arrecadar foi para aliviar vários gastos de seus parentes. Uma de suas filhas disse que o dinheiro ajudou a pagar salários dos seus empregados domésticos, advogados e despesas com médicos diante do acidente sofrido pela esposa de Cunha, Claudia Cruz. Ela caiu da bicicleta e quebrou uma das pernas. Foi necessário fazer cirurgia. Ela chegou a visitar o seu marido, na cadeia, usando cadeira de rodas.

Cassação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal defendendo a rejeição do pedido de Cunha para suspender o processo que levou à cassação de seu mandato. O ex-parlamentar queria uma punição mais leve e não perda do cargo. Ele perdeu a cadeira em setembro de 2016.

Na concepção de Maia, Cunha quer suspender esses processo para que ele consiga se livrar das mãos do juiz Sérgio Moro, pois ele teria o foro privilegiado.

Na época, o peemedebista foi condenado por quatrocentos e cinquenta deputados. A razão de sua condenação foi pelo motivo dele ter mentido à CPI que investigava #Corrupção na Petrobrás.

Em outubro de 2016, ele foi preso pela Operação Lava Jato.