O clima começou a esquentar na capital da República. Nesta manhã de segunda-feira (13), o procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot, prometeu entregar a segunda lista com aproximadamente 80 nomes de ministro e parlamentares do alto escalão ao Supremo Tribunal Federal (#STF), que deverá deliberar sobre a abertura de eventuais inquéritos.

Entenda o Ocorrido

Após a homologação de 77 delações premiadas dos executivos da construtora #Odebrecht ainda no início de 2017, Brasília não é mais a mesma. Ministros e parlamentares tentam manter a calma, porém continuam muito apreensivos com o que poderá ser revelado nos próximos dias.

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A situação é de extrema cautela, pois até o presidente Michel #Temer resolveu que não se afastará no decorrer dos próximos dias e deverá efetivar compromissos presidenciais somente na capital.

Congresso paralisado

Com relação ao Congresso a situação já foi definida. Na verdade, se por ventura o STF acolher o pedido do PGR, o efeito será imediato, pois tanto a Câmara quanto o Senado Federal terão suas agendas de votação alcançadas, conforme alertou a reportagem da revista "Veja", ao informar que foi reconhecida pelos próprios parlamentares a possibilidade de desacelerar o ritmo das votações.

Estima-se ainda que os nomes devam perturbar a serenidade de partidos como PMBD e PSDB. Além disso, poderá dificultar a votação que ocorrerá esta semana sobre a repatriação de quantias (recursos) dos brasileiros, depositadas de forma ilegal no exterior, o que até o momento é fundamental e prioritário aos estados.

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Outra preocupação é com o deputado federal Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados), que já tem ciência de que o seu nome consta na lista da Odebrecht. Maia, nesta manhã, agendou uma reunião entre os líderes de partidos para a próxima terça-feira (14), para decidir quem conduzirá as comissões permanentes da casa. O deputado também resolveu desistir da ideia de colocar na pauta da semana a matéria sobre a terceirização, projeto considerado polêmico.