Os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht que foram alvos do Tribunal Superior Eleitoral (#TSE), em relação à ação proposta contra a chapa presidencial Dilma-Temer, acabaram por aumentar exponencialmente a gravidade do caso. A ação foi apresentada ao TSE inicialmente pelo PSDB, apontando irregularidades nas eleições de 2014. A mais alta Corte eleitoral do Brasil é formada por sete ministros titulares. Desses sete ministros, cinco deles falaram em entrevista dada ao jornal "O Estado de São Paulo", na condição de anonimato. Vale ressaltar que a chapa Dilma-Temer enfrenta processos que remetem ao período das eleições presidenciais de 2014.

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A presidente cassada, Dilma Rousseff, perdeu seu mandato devido à ocorrência de crime de responsabilidade, em se tratando das chamadas "pedaladas fiscais", que proporcionaram a "maquiagem" do orçamento público do país e consequentemente, colocou o Brasil na pior crise econômica de toda sua história. Com a deflagração do processo de impeachment de Dilma, culminando no seu afastamento definitivo, assumiu a presidência da República, o então vice-presidente, #Michel Temer.

Conversas reservadas

Alguns dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmaram à imprensa, de modo reservado, que a maioria dos julgadores entende que a tendência prevista para hoje, seria manter o mandato do presidente Michel Temer. A avaliação é de que deve-se levar em conta a estabilidade política alcançada pelo país.

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O julgamento da chapa Dilma-Temer, refere-se ao abuso do poder econômico e político durante a eleição de 2014. Entretanto, a avaliação é expressa, já que é anterior ao relatório que encontra-se em elaboração do ministro relator Herman Benjamin.

Os ministros ouvidos pela reportagem consideram que o Brasil já sofreu grande desgaste devido a todo o processo de impeachment de Dilma e que numa eventual deposição do presidente Michel Temer, iria drasticamente aprofundar as incertezas no atual cenário do país. Alguns dos ministros possuem o entendimento de que com a recuperação econômica do Brasil, pode-se criar um clima totalmente favorável ao presidente Temer, em seu processo no TSE, o que livraria o presidente da República, de uma eventual cassação de seu mandato. Um dos ministros do TSE foi contundente ao indagar: "Pode até ser pecado, mas, nós vamos um prejuízo ainda maior ao país?", desabafou. #Corrupção