O ex-diretor da #Polícia Federal, o delegado Paulo Fernando Costa Lacerda, que atuou no governo do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, prestou depoimento para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, nesta última quarta-feira (15).

Paulo Lacerda foi convocado como testemunha de defesa de Lula, no qual o ex-presidente é réu acusado de ter recebido propina de R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS. Lacerda explicou para Moro que, na época, vários parlamentares o procuravam para fazer indicações de pessoas para serem servidores da Polícia Federal, buscando colocar influentes em cargos importantes.

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Quem procurava o ex-diretor da PF era pessoas do Partido Progressista (PP) e do Partido dos Trabalhadores (PT), ele mesmo afirma que tinha parlamentares que pediam audiências na PF para poder encaixar essas pessoas nos cargos. Lacerda disse que os cargos pedidos eram geralmente para a Superintendência Regional, e ele afirma que não aceitava essas condições porque ele já tinha recebido "ordens" superiores, que seria o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e do ex-presidente Lula, enfatizando que não teria nenhuma interferência de parlamentares.

Paulo Lacerda ficou entre 2003 e 2007 como ex-diretor da PF, ele afirma que nunca ouviu falar em casos de #Corrupção relacionados a empresa Petrobras. Para o depoimento com o juiz Sérgio Moro, que investiga casos de corrupção e já colocou na cadeia grandes nomes da sociedade, incluindo políticos e empresários, o ex-diretor da PF se lembrou de apenas uma caso que não causou tanta discussão que foi a de um roubo de um microcomputador que continha informações sigilosas da Petrobras em Macaé.

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Paulo Lacerda diz que esse é o único caso que se lembra e que foi aberto um inquérito para aprofundar as investigações.

Mostrando ser muito ingênuo no tempo em que atuou no governo do ex-presidente Lula, Lacerda enfatiza que se ele soubesse de algum tipo de corrupção, teria tomado providências para que o caso não ocorresse novamente.