Um dos episódios mais emblemáticos da história política brasileira votou à tona e por uma das figuras que fizeram parte daquele momento conturbado que o país enfrentou sob o governo da ex-presidente da República, Dilma Vana Rousseff. Em um depoimento concedido de modo exclusivo, Jorge Messias, o ex-assessor da ex-presidente, conhecido comumente como "Bessias", tentou defender a ex-mandatária ao relatar como se deu a tentativa de se empossar o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, como ministro do governo da petista.

Uma grave crise política havia se instalado no Palácio do Planalto, no mês de março de 2016. Segundo as investigações da Polícia Federal, sob a condução do juiz Sérgio Moro, o ex-subchefe de assuntos jurídicos do Ministério da Casa Civil, Jorge Rodrigo Araújo Messias, foi encarregado de levar um "termo de posse" destinado ao ex-presidente Lula, para que fosse nomeado ministro do governo petista.

Publicidade
Publicidade

As gravações foram interceptadas pela Polícia Federal, constatando que na conversa telefônica entre Lula e Dilma, ela enviava "o Bessias com o termo de posse para Lula , como ministro, porém, que só usasse em caso de necessidade", avisou a ex-presidente. Com a divulgação dos grampos, as investigações de aprofundaram e desarticularam a tentativa de obstrução da Operação Lava-Jato, considerada a maior operação de combate à #Corrupção já vista no país. A possível nomeação de Lula serviria, no entanto, para que ele ganhasse foro privilegiado e escapasse das mãos do juiz Sérgio Moro.

A trama de Lula e Dilma

Em depoimento dado à Polícia Federal no dia 22 do mês de dezembro passado, porém, somente agora, o caso sob investigação vem sendo revelado de forma minuciosa. O ex-assessor de #Dilma Rousseff, deixou "escapar" aos investigadores, que o procedimento adotado para que fosse encaminhado o termo de posse a Lula, não se desenvolveu sob uma "situação habitual".

Publicidade

Ele revelou ainda que a edição extra do Diário Oficial, que ocorreu com o propósito de se acelerar a nomeação de Lula como ministro, só ocorreria de modo comum, se tratasse de "atos normativos urgentes". Conforme as revelações vão se tornando cada vez mais públicas, a situação do ex-presidente Lula se complica a cada dia perante à Justiça. No próximo dia 03 de maio, Lula estará no banco dos réus, frente a frente com o juiz Sérgio Moro onde deverá se explicar sobre o caso do tríplex do Guarujá.