Um ex-parlamentar que chegou a ser elogiado nas redes sociais, por seu apoio público ao deputado federal, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), foi preso na semana passada e permanece recluso desde então.

Capitão Assumção teve sua prisão decretada, sob a acusação de incitar o movimento que aconteceu no Espírito Santo e que, com o motim feito pela maior parte dos policiais militares, mais de 100 pessoas foram mortas e a economia do estado teve mais de R$300 milhões em prejuízos, com saques de comércios e empresas. O número de assaltos também aumentou e o medo dos moradores acabou repercutindo internacionalmente.

Durante o evento, considerado como ‘apocalíptico’ pelos cidadãos do Espírito Santo, Assumção e outros policiais, fizeram publicações nas redes sociais para incentivar os PMs a aderirem ao motim.

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Um grupo de militantes de Jair Bolsonaro, apoiaram o motim no estado. Eugênio Ricas, que é secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, revelou que há indícios de que o movimento foi uma fachada para encobrir interesses econômicos e políticos.

O secretário afirmou que houve um gigantesco terrorismo digital, sobre a situação do Espirito Santo, onde 80% das mensagens e publicações partiram de outros estados. A informação se deu após uma equipe de especialistas rastrearem os apoiadores do motim, em suas inúmeras publicações pela internet, inclusive, em grupos e páginas de apoio ao deputado Bolsonaro.

Para Ricas, o único objetivo dessas pessoas era instaurar o pânico entre a população local, que via as informações pela internet de uma maneira muito pior do que estava acontecendo.

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Esses mesmos apoiadores aproveitaram para falar da importância da população ter uma arma para matar os bandidos e assim, “evitar a violência”. Não há informações oficiais se, com o rastreio feito, os líderes que repercutiram os boatos e notícias falsas na internet, responderão pelos seus atos, judicialmente.

O ex-deputado federal Assumção, chegou a fugir de um cerco policial, se beneficiando de um tumulto que ocorria no local, entretanto, e segundo nota emitida pela Polícia Militar do Espírito Santo, ele se entregou ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG), onde permanece recluso.

No dia 23 de novembro de 2016, o político publicou uma foto junto com algumas autoridades e com #Jair Bolsonaro, dizendo que se reuniram para discutir a Reforma da Previdência e que se fosse preciso, a PM iria "parar o Brasil". Veja a publicação:

Além de Assumção, o sargento Robson e o tenente-coronel Foresti também estão presos. Ao todo, cerca de mil policiais envolvidos no motim passarão por um processo administrativo, a fim de serem exonerados.

Quanto ao deputado Jair Bolsonaro, o mesmo não quis falar sobre o caso, mas declarou para o Estadão, bem como em sua própria página na internet, que só comentará o caso sob as condições de que possa falar ao vivo e que tudo seja gravado. #Justiça #Casos de polícia