A situação da ex-presidente da República, #Dilma Rousseff, parece se complicar no âmbito das investigações do Ministério Público Federal e da Operação Lava-Jato. A delação "bombástica" e consequente homologação das informações e evidências apresentadas pelo dono da maior empreiteira do país, Marcelo Odebrecht, pode atingir patamares extremamente preocupantes para a ex-presidente da República e principalmente, em se tratando da sua campanha eleitoral à Presidência, durante o ano de 2014. Segundo o empresário, em depoimento prestado na última quarta-feira (01), grande parte dos repasses ocorridos que culminaram na eleição da ex-presidente Dilma, foram oriundos de cofres de terceiros, entre os quais, uma famosa cervejaria.

Publicidade
Publicidade

Aprofundamento das investigações

O depoimento de Marcelo Odebrecht é de grande-valia para que investigadores possam identificar a origem e provavelmente, a ilegalidade do dinheiro utilizado que favoreceu a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Os repasses que foram utilizados tendo como origem terceiros, referem-se também à cervejaria Itaipava, pertencente ao grupo Petrópolis. O depoimento do empreiteiro, através de seu processo de colaboração premiada, acaba por corroborar com as investigações da força-tarefa da Operação Lava-Jato, que já é considerada, a maior operação de combate à #Corrupção em curso, atualmente, no Brasil e conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Publicidade

De acordo com declarações do herdeiro do grupo Odebrecht e tamb[em de outros executivos da construtora, a cervejaria Itaipava foi utilizada para a intermediação de dinheiro junto a partidos políticos, principalmente o PT. em uma tabela apreendia pela Polícia Federal, constam pagamentos que remontam a 19 partidos, totalizando cerca de R$ 19,7 milhões. A campanha presidencial de Dilma Rousseff, durante o ano de 2014, teria recebido R$ 17,5 milhões em doações oficiais diretamente da cervejaria. Segundo as investigações, seria uma forma de a cervejaria "mascarar" da doação da Odebrecht que já teria utilizado todo o seu limite.

Grupo Petrópolis se defende

O grupo Petrópolis, dono da cervejaria Itaipava, se defendeu, ao afirmar através de sua assessoria, que todas as doações eleitorais realizadas, "seguiram estritamente a legislação eleitoral e estão devidamente registradas", declarou em nota. #Lava Jato