A #governanta Sônia Ferreira Baptista, que trabalhou durante um bom tempo na casa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, revelou situações lamentáveis que aconteciam na casa dele. Ela disse, nesta sexta-feira (17), que comandava 15 empregados domésticos e recebia R$ 20 mil mensais. A governanta também afirmou que, durante algum tempo, foi paga pelo Senac-RJ, onde tinha um cargo comissionado, porém, revelou nunca ter ido trabalhar lá. A única função dela era ser empregada do casal. Ainda, segundo ela, as despesas da família eram de R$ 150 mil mensais.

Sonia falou que um dia foi procurada por um operador de #cabral para que ela abrisse uma empresa. O operador é Carlos Miranda e a intenção dele era camuflar recursos obtidos. "Eu ficava apenas emitindo notas fiscais", disse Sônia.

A governanta resolveu abrir o jogo e falou sobre outros detalhes da vida do casal. Ela era uma das responsáveis em vigiar e pagar cinco empregados do apartamento de Cabral no Leblon, Rio de Janeiro. Fora esses cinco empregados, ainda tinham mais cinco que cuidavam de uma casa de veraneio do ex-governador e mais cinco que trabalhavam na casa da ex-mulher de Cabral, Susana Neves.

Cuidava dos filhos

A governanta tinha outras funções como cuidar dos filhos deles. Ela fazia as matrículas nas escolas, comprava materiais escolares, cuidava dos intercâmbios, aulas de esporte, levava eles no médico e era responsável em pagar o seguro de todos os carros da família.

Sonia revelou um gasto de R$ 40 mil com o salário dos empregados e era o operador Carlos Miranda quem dava o dinheiro para ela pagar todos.

Prisão domiciliar

A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, presa desde de dezembro, conseguiu uma liminar do juiz Marcelo Bretas para que fique em prisão domiciliar, porém, sem regalias. Ela não poderá ter acesso a celular, internet e telefone fixo e os investigadores terão autoridade para irem, sem aviso prévio, verificar se ela está cumprindo a ordem do juiz.

O juiz da 7° Vara Criminal Federal optou em favorecer ela nessa decisão porque entendeu que os filhos, de 10 e 14 anos, não podem ser privados do convívios com os pais. #riodejaneiro