Nesta quarta-feira (15), uma #Greve geral é esperada em 25 Estados, além do Distrito Federal. O movimento realizado por centrais sindicais, movimentos sociais e categorias trabalhistas é em protesto contra as propostas de reforma trabalhista e da Previdência, orquestradas pelo governo do presidente Michel Temer.

Segundo os manifestantes, os protestos fazem parte do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização e envolvem mais de uma categoria, incluindo os bancários, educação, Correios, transportes, entre outros.

São Paulo

Na capital paulistana, muitos ônibus deixaram de circular, mas ainda há a permanência ativa de linhas servidas por micro-ônibus, cujos motoristas não aderiram à greve.

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A Prefeitura determinou a suspensão do rodízio previsto para esta quarta-feira.

Em decisão liminar, a Justiça do Trabalho delimitou que os metroviários terão de manter a rotina comum do trabalho por completo durante os horários de pico, e 70% do total no resto do dia. A multa aplicada será de R$ 100 mil por dia de descumprimento. Contudo, os metroviários confirmam a permanência da greve por 24 horas, apesar da liminar expedida.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) irá funcionar normalmente.

Reformas

A proposta de #Reforma da Previdência, que deveria ser votada na primeira quinzena de abril pelo Congresso Nacional, poderá ser adiada. A reforma da Previdência é a principal articulação do governo, que avalia que o atual sistema será insustentável nos próximos anos em virtude do aumento no número de idosos e diminuição do de jovens, relação esta que desequilibra o número de quem contribuiu para quem recebe.

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Segundo os críticos da proposta, o governo tem divulgado dados muitos mais sérios do que realmente o são, além de que as novas regras seriam excessivas. É questionado o aumento da idade mínima unificada para 65 anos, além da nova regra de aposentadoria com valor integral apenas para os que contribuíram por 49 anos.

Para Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, uma diminuição da idade mínima para as mulheres faria com que os homens tivessem de trabalhar até os 71 anos para manter o equilíbrio do sistema.

Segundo a CUT (Centra Única dos Trabalhadores), os manifestantes irão às ruas para negar apoio às mudanças na legislação trabalhista, que possibilitarão queda na remuneração e perda dos direitos trabalhistas. #Brasil