A quarta-feira (15), foi denominada como o Dia Nacional de Paralisação e Mobilização no Brasil. Em protesto contra a reforma da previdência e do trabalho, propostas do governo Michel Temer (PMDB) que tramitam no Congresso, 25 estados e o DF farão manifestações, paralisações e protestos durante todo o dia.

As manifestações deve envolver categorias dos setores de transportes, educação, bancários, trabalhadores dos Correios, saúde, metalurgia e entre outros. Em todo o país serão 12 mil motoristas e cobradores parados por tempo indeterminado. 75 mil professores estaduais, 10 mil professores municipais e policiais civis. A paralização dos cerca de 14 mil servidores públicos municipais, dos servidores estaduais da saúde do Paraná, dos bancários e dos 15 mil metalúrgicos irá até o dia 15 de março.

Publicidade
Publicidade

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ligadas ao PT, que encabeçaram os protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff, também convocaram manifestações contra o Governo em todo o país.

Segundo a CUT (Central Única dos Trabalhadores) haverá interrupção de atividades em diversos locais de trabalho, atraso na entrada de turnos, assembléias e, em diversas capitais, atos públicos, paralisação na educação, saúde, no setor bancário, trabalhadores dos Correios, na metalurgia e entre outros, desde as 7 horas da manhã.

Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, afirmou que o protesto em todo o país não é somente contra a reforma da Previdência Social, que prevê a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, com 25 anos de contribuição e a definição de tempo de contribuição de 49 anos para o resgate integral do valor da previdência.

Publicidade

Mas também aos projetos da reforma trabalhista e da terceirização, que ameaçam direitos e estão prestes a serem votadas no Congresso Nacional. Segundo a publicação feita no site da CUT pela assessoria de imprensa, os manifestantes vão sair nas ruas para dizer não a possível transformação do o “atual contrato de trabalho em ‘contrato de bico’, inseguro, intermitente, precário e mal remunerado”. #Política #Greve #PrevidenciaSocial