Jair Bolsonaro, o candidato à presidência que ainda luta para convencer o próprio partido a permitir sua candidatura, conferiu uma #entrevista ácida para a Folha, onde vários pontos foram abordados. O político foi questionado sobre alguns assuntos, dando respostas ríspidas para parte das perguntas.

Dentre os destaques da conversa, está a polêmica sobre o mesmo ter se tornado réu do STF, sob a denúncia de ter incitado o crime de estupro ao dizer, mais de uma vez, que Maria do Rosário (deputada federal do PT-RS), não merecia ser estuprada por ele, pois era muito feia.

O político se recusou a falar sobre o assunto, mas deixou claro que não é o STF ou a imprensa que vão lhe colocar limites e que não se arrependia de nada do que havia dito.

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O repórter pergunta se Bolsonaro não teme ser punido, e ele responde que não, pois tem imunidade para falar o que bem entender sem que seja punido cível ou penalmente.

Bolsonaro já foi condenado por suas declarações

Vale relembrar que o político foi condenado, civilmente, em 2015, a pagar uma indenização de R$10 mil para Maria do Rosário. Ele recorreu, mas a decisão foi mantida. Também foi condenado, em uma ação ajuizada por um movimento LGBT, a pagar R$150 mil de indenização por declarações que foram consideradas homofóbicas. Nesse segundo caso, o político recorreu, conforme é possível consultar no site do Tribunal de Justiça do Rio, alegando que não tinha condição financeira de pagar o valor arbitrado.

Bolsonaro descarta intervenção militar

Para a tristeza de um pequeno grupo que pede intervenção militar, excluindo o inciso constitucional que afirma que a intervenção deve ser autorizada pelo presidente da República, Bolsonaro é a favor que os militares cheguem ao poder através do voto e não é a favor do fechamento do Congresso, conforme uma declaração que ele emitiu, há alguns anos, em um momento que, segundo o parlamentar, estava indignado.

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Entretanto, o deputado salienta que, se eleito presidente, parte dos seus ministros serão militares.

Uma vida de privilégios

O deputado falou na entrevista, que a carreira militar não tem privilégios, pois se trabalha muito e ganha-se pouco e que por isso, filhos de militares não querem seguir o mesmo caminho que os pais. O repórter então questiona o fato do deputado ter três filhos que seguiram a carreira política, querendo saber se isso significava que a política dá excesso de privilégios aos que se tornam parlamentares. O político, por sua vez, desconversou, dizendo que isso, ‘não tinha nada a ver’, pois os filhos viram que ele sofreu e não quiseram a mesma vida. #Eleições 2018 #Jair Bolsonaro