A jurista e advogada que foi uma das principais signatárias do processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, #Janaína Paschoal, rebateu prontamente às insinuações do presidente do #PT, Rui Falcão, que comparou a soltura do ex-goleiro Bruno, acusado por envolvimento no crime de Eliza Samúdio, com a situação de figuras petistas que encontram-se presas, principalmente em processos que envolvem a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O ex-goleiro do Flamengo entrou com habeas corpus, que foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. O ex-goleiro estava preso desde o ano de 2010, condenado a partir de primeira instância.

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Em um texto publicado na última segunda-feira (27), o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que decisões recentes do Poder Judiciário deveriam ser revistas, em se tratando, das prisões preventivas do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto e dos ex-ministros petistas, José Dirceu e Antônio Palocci. Falcão insinua que eles deveriam ser postos em liberdade.

Advogada rebate insinuações

A advogada Janaína Paschoal rebateu duramente as comparações feitas por Falcão. Ela afirmou de modo contundente que "não demorou para Falcão se apegar ao caso precedente que envolve o ex-goleiro Bruno", escreveu em seu twitter. Janaína alavancou vários itens que denotam as intenções do presidente da sigla petista. Ela enumerou alguns fatos que acontecem na Justiça do país, ao indagar que se faça um levantamento e analisem quantos pequenos furtos e pequenos tráficos são integralmente punidos, antes que haja a condenação definitiva.Dentre esses fatos mencionados, a advogada incluiu crimes como sendo dolosos contra a vida, que são de autoria certa, além de crimes de organização criminosa e desvios de dinheiro público, que muitos ainda aguardam a condenação definitiva.

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Entretanto, Janaína aponta que há muitos casos em que a prisão preventiva se justifica. Ela faz ainda uma crítica à decisão do ministro Marco Aurélio em libertar o ex-goleiro Bruno. A jurista comparou a decisão de Maro Aurélio, como precedente perigoso, já que, se somarem crenças de que crimes sem violência não deveriam receber prisão, como nos casos de corrupção e desvios de dinheiro público, então, casos com "violência inegável, concede-se liberdade, percebem?", indagou a advogada. Ela ironiza a decisão equivocada, segundo a jurista, do ministro Marco Aurélio: "o argumento de Marco Aurélio, em relação à soltura de Bruno, caiu do céu para os corruptos, algo que serviria para libertar grande parte dos presos no país, justamente agora quando corruptos passam a ser responsabilizados", ressaltou Janaína Paschoal. #Lava Jato