O procurador Geral da República, #Rodrigo Janot, se pronunciou sobre as polêmicas envolvendo ele e a Operação #Lava Jato. Em um artigo publicado neste último domingo (19), Janot é enfático e diz que o objetivo de todas as investigações não é dar uma parecer negativo para a política e muito menos criminalizá-la, ele lembra que as atividades político-partidárias são essenciais para o funcionamento do Brasil democraticamente.

Rodrigo Janot resolveu explicar que ele, como procurador da República, e o Ministério Público Federal (MPF), não buscam de forma alguma "depurar o país ou a política", prejudicando o desenvolvimento social ou apresentando uma forma ambiciosa de conduzir as investigações.

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O procurador disse que isso não faria bem algum para o Brasil.

Devido a crise tanto política como econômica, o Brasil está em estado de alerta, com isso o procurador disse que os brasileiros devem escolher entre duas opções: ou se conformar com a situação, acreditar que o MPF está investigando os políticos em excesso e virar as costas para os acontecimentos, escondendo "debaixo do pano" a sujeira, "ceder ao medo" ou então, "enfrentar os problemas", ir atrás das consequências devastadores e buscar solucionar as causas com o objetivo de amenizar e punir os culpados pelos crimes. Segundo Janot, enfrentar os problemas seria "implementar as Reformas e elevar o patamar da nossa democracia".

Ainda no texto da entrevista para a "Folha de S.Paulo", Janot desmentiu que exista a "Lista de Janot", pois isso daria a impressão de que o procurador escolhe a dedo quem irá investigar.

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Ele desmente o boato e afirma que os criminosos não são escolhidos por ele: "Não existe lista Janot", disse.

Nesta próxima terça-feira (21), poderá ser enviado a famosa "lista de Janot" para o ministro relator dos processo da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Documentos longos envolvendo cerca de 83 políticos serão analisados pelo Supremo. A expectativa era que nesta segunda-feira os documentos já estariam nas mãos de Fachin, porém um problema burocrático atrasou o envio. #Corrupção