Durante evento sobre as eleições de 2016, nesta quarta-feira (22), o procurador-geral da República, #Rodrigo Janot, não poupou críticas ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) #gilmar mendes, mesmo sem citá-lo nominalmente.

O procurador disse que o ministro sofre de "#Disenteria verbal", por comentar todos os assuntos que estão na imprensa. Insinuou, ainda, que Mendes, ao participar de "banquetes palacianos", esteja cortejando "desavergonhadamente o poder político".

O procurador se referiu a jantares dos quais o ministro participou recentemente com o presidente Michel Temer e outros líderes políticos.

Chumbo trocado

Na véspera, Gilmar Mendes acusou o Ministério Público Federal de vazar a chamada "segunda lista de Janot", repercutindo artigo da ombudsman do jornal "Folha de S.Paulo", Paula Cesarino Costa.

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O material, segundo a informação publicada na coluna da jornalista no último domingo (19), teria sido divulgado em uma "coletiva em off", em que vários jornalistas foram convocados pelo Ministério Público para receber as informações, sem que pudessem, no entanto, revelar a fonte.

A lista foi publicada em toda a imprensa na semana passada e revelou os nomes dos políticos na mira da Operação Lava Jato após as delações da Odebrecht. Entre eles estão figurões do Senado, como Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Romero Jucá e Edison Lobão, do PMDB; Aécio Neves e José Serra, do PSDB, além do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM.

Próximos passos

A lista, ainda sob sigilo formal, foi entregue ao relator do caso no STF, ministro Edson Fachin. Ele vai analisar os pedidos de abertura de inquérito contra os políticos, que, por terem foro privilegiado, só podem ser julgados pela mais alta corte do país.

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Caso Fachin autorize a abertura dos inquéritos, o Ministério Público pode iniciar uma investigação mais minuciosa sobre a participação dos políticos em casos de corrupção e, na sequência, oferecer denúncia à Justiça que, se aceita, torna o acusado réu.

Críticas à imprensa

Rodrigo Janot também disparou sua metralhadora verbal contra a imprensa, especialmente contra o trabalho da ombudsman Paula Cesarino Costa.

Disse que a jornalista não ouviu o Ministério Público e divulgou uma "mentira" ao acusar os procuradores de fazer coletiva em off para "vazar nomes da Odebrecht". Afirmou ainda repudiar "a relação promíscua com a imprensa seja nacional, seja internacional".

Até agora, o Gilmar Mendes não se pronunciou sobre as palavras duras de Janot. No entanto, quem conhece o ministro sabe que ele não tem medo de contra-atacar.