Nesta quarta-feira (22), o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot respondeu à acusação que diz que o Ministério Público vazou nomes que estavam sob sigilo da lista nomeada por ”#Lista de Janot”. De acordo com ele, tais críticas resultam de ”disenteria verbal” e ”decrepitude moral”.

Gilmar Mendes acusou a Procuradoria-Geral

Gilmar Mendes nesta terça-feira (21) acusou a Procuradoria Geral da República de ter vazado alguns dos nomes que faziam parte da lista de pedidos de abertura de inquérito, criados pela PGR ao STF.

Gilmar Mendes ao criticar a PGR baseou-se no artigo postado no último domingo (19) pelo ombudsman do jornal ”Folha de S.Paulo”.

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"Quando praticado por funcionário público, vazamento é eufemismo para um crime. E os procuradores certamente não desconhecem", disse Mendes.

"Respeitem a lei. Não há nenhuma dúvida de que aqui está narrado um crime. A Procuradoria não está acima da lei", disse Gilmar terça-feira (21).

"E é grande nossa responsabilidade sob pena de transformarmos o tribunal [o STF] num fantoche, um fantoche da Procuradoria-Geral da República", afirmou o ministro.

"Mais grave é que a notícia dá conta dessa prática dentro da estrutura da Procuradoria-Geral da República. Isso é constrangedor", continuou.

Janot responde as críticas

Janot rebateu as críticas através de seu discurso na Escola Superior do Ministério Público da União.

“É uma mentira que beira a irresponsabilidade afirmar que realizamos na Procuradoria-Geral da República coletiva em off de imprensa para vazar nomes da Odebrecht”, afirmou.

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“Mesmo quando exercemos nossas funções dentro da mais absoluta legalidade, estamos sujeitos a severas e, muitas vezes, injustas críticas de quem teve interesses contrariados por nossas ações”, acrescentou.

De acordo com Janot, o mesmo artigo do jornal também afirma que ocorrem coletivas em off no Palácio do Planalto (no Congresso e no STF) com a mesma finalidade de vazar informações.

“Apesar da imputação expressa de até o Supremo Tribunal Federal, não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação ao Palácio do Planalto, ao Congresso e até ao Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios de distorcer fatos e desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional”, disse Janot.

“Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder político. E repudiamos a relação promíscua com a imprensa”, acrescentou.