O juiz Bruno Lorencini, juiz auxiliar da corregedoria do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mandou instaurar procedimento interno a fim de apurar "possíveis vazamentos internos de seus colaboradores", informações estas referentes a depoimentos da ação que cuida de investigar diversos abusos de poder da chapa de Dilma Rouseff, em 2014, nas eleições presidenciais.

O auxiliar do relator da ação, o Juiz Herman Benjamin, aceitou pedido de defesa da ex presidenta Dilma Rouseff, ao qual apontou "diversos vazamentos" de depoimentos extremamente sigilosos, prestados durante o decorrer da ação.

Na manhã de quinta feira (23/03/#2017) os depoimentos dos executivos da empreiteira Odebrecht tornaram-se públicos, depoimentos esses prestados ao Tribunal Superior Eleitoral (#TSE) na condição de testemunha do caso, ação que está em tramite no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo, entre os diversos pedidos formulados, a cassação da chapa de Dilma Rousseff.

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Os magistrados encaminharam o caso para a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), chefiada pelo procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

Em sua decisão, o juiz determinou que o sigilo das fontes jornalisticas devem ser preservadas, e que todos os que tem acesso aos depoimentos, inclusive ele mesmo, deverão resguardar a confidência do processo.

Em nota, o magistrado Lorencini disse que a CF (Constituição Federal Brasileira) assegura de forma expressa a todos os jornalistas o direito de imprensa, o sigilo das fontes de suas informações, porém completa que "todos aqueles envolvidos no processo da citada ação, tem o dever de observar as determinações oriundas da justiça, impondo a confidencialidade, ao qual o descumprimento acarretaria enormes consequências administrativas, civis e penais".

Entenda o caso:

Em depoimento ao Tribunal Superio Eleitoral, o ex diretor da Odebrecht, Alexandrino Alencar, disse que a empresa pagou o total de R$ 21.000.000,00 (vinte e um milhões de reais) em dinheiro para três partidos políticos, sendo o dinheiro destinado para a compra de tempo em canais de TV para anunciar propagandas da chapa #Política de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2014.

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O dinheiro oriundo de caixa dois, foi entregue através de hotéis e flats alugados.

A ação que tramita contra a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, está em sua fase de alegações finais, com seu relatório parcial sobre o caso já entregue a Benjamin, e aos demais ministros da Corte Eleitoral.