Um fato incontestável no Brasil é que o judiciário, de qualquer instância, é muito lento. O problema é que existem lides demais para serem julgadas e julgadores legitimados de menos, sem falar que há vários recursos disponíveis para cada caso previsto em lei.

Quando os julgamentos são feitos pelo STF e com a abrangência de uma lista de #Delação, o tempo é ainda maior, pois é preciso averiguar a veracidade das informações e conceder a cada um dos envolvidos, direitos iguais de ampla defesa e contraditório.

Além disso, caso todos ou a maioria dos pedidos de Rodrigo Janot, para investigar os políticos delatados, sejam aceitas, a Operação #Lava Jato deverá realizar um inquérito minucioso de cada caso, fazendo sua sugestão de praxe na conclusão do mesmo, para que a instância máxima do Estado decida o que fazer.

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A lista conta com ex-ministros, deputados, senadores, ex-governadores e governadores em exercício de seus respectivos mandatos. Vale ressaltar que ser citado, não comprova crime, para isso existe a investigação.

O julgamento dessa temida lista poderá se tornar o maior julgamento já feito pelo Supremo Tribunal Federal. Entretanto, existe a possibilidade de surgir mudanças legislativas que possam extinguir alguns crimes que teriam sido, supostamente, cometidos por parte dos investigados.

Por conta de todos esses detalhes, o julgamento final dos casos deve ficar para o final de 2022, de acordo com a média do STF.

Por que tanta demora?

Além dos fatos já descritos, o STF conta com apenas onze ministros e por ser a instância máxima do país, julga processos de todo o país, de pessoas comuns, que apelam em última instância.

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Logo, o Supremo não define apenas casos de políticos, mas lides envolvendo brasileiros em geral. Vale salientar que todos os dias chegam novos processos para serem julgados.

Pela magnitude das delações e do volume de outros processos já existentes no STF, a demora para julgamento se torna, não aceitável, mas compreensível. O Supremo divide seus onze ministros em duas turmas de 5 pessoas, mais a presidente da Corte, Cármem Lúcia.

Para ajudar a agilizar no que for possível, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), ficará encarregado do julgamento dos governadores que se tornem réus, por conta dos depoimentos de executivos da #Odebrecht.

O que você achou dessa ‘novidade’ sobre a lista misteriosa de Rodrigo Janot e a realidade do sistema judiciário brasileiro? Deixe um comentário expondo a sua opinião!