Lidiane Leite da Silva é filiada ao Democratas e ficou conhecida em todo o Brasil por conta da alcunha 'Prefeita Ostentação'. Ela foi prefeita da cidade de Bom Jardim, no estado do Maranhão. De acordo com informações do portal de notícias UOL, em reportagem publicada nesta quinta-feira, 16, ela foi condenada pelos seus atos como governante. A Justiça do Maranhão condenou Lidiane por improbidade administrativa, que significa gerir erroneamente um governo ou repartição pública. No caso da ex-prefeita, que agora pode ter que ostentar na cadeia, a condenação apareceu porque ela, surpreendentemente, decidiu reduzir os salários dos professores de Bom Jardim.

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No entanto, ela não apresentou qualquer justificativa, como a falta de caixa no município, para realizar a mudança.

Reduzir os salários de servidores indicaria que a cidade estava passando por uma crise. Mesmo assim, Lidiane adorava se mostrar nas redes sociais. Muito bonita, ela gostava do melhor. A ex-prefeita frequentava muitas festas da alta sociedade e adorava tirar fotos para publicar na internet. Essas imagens estão sendo usadas contra Lidiane, que é suspeita ainda de ter pego parte do dinheiro de sua gestão para o benefício próprio. Além das fotos, a Justiça já sabe que, durante o seu governo, Lidiane passou a ter itens que não tinha antes de assumir o cargo, como carros de luxo e passeios em lanchas.

O Ministério Público do estado do Maranhão não perdoou os atos de Lidiane.

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A entidade condenou ela também politicamente, suspendendo seus direitos políticos por cinco anos. Com isso, ela não pode assumir qualquer outro cargo público nesse período. Além disso, como mostra a reportagem do UOL, a ex-gestora do mundo da ostentação foi obrigada a pagar um multa estratosférica, de 50 vezes o salário que recebia quando prefeita. Lidiane não teria o dinheiro para quitar esse valor e deve recorrer da decisão.

O UOL entrou em contato com o advogado de Lidiane Silva, Ronaldo Ribeiro, e ele informou que não tomou conhecimento oficial da decisão judicial. Ele confirmou, no entanto, que vai recorrer da decisão. #Política #Crime